quinta-feira, 8 de maio de 2014

TERMOS - LETRAS: Va => Vu

VACINA COMESTÍVEL: um cientista, na década de 90, parecia ter encontrado a solução para a inacessibilidade de algumas pessoas aos postos de saúde e por consequência as tão importantes vacinas. A idéia era plantar alimentos geneticamente modificados que agissem como uma vacina natural, ou seja, que ao ingerir o alimento a pessoa se imunizasse. Foram feitos testes em batatas, tomates e cenouras bem sucedidos. O projeto é bom e acessível já que imunizaria milhões de pessoas com um custo muito mais baixo, já que cada um poderia plantar em sua própria casa os alimentos modificados além de dispensar o uso de seringas que muitas vezes causam pânico e até contaminações.
As vacinas comestíveis seriam aquelas para doenças mais comuns em locais de baixíssima renda e sem condições sanitárias como tétano, difteria, tuberculose e poliomelite. Doenças essas letais e em muitas cidades grandes já até erradicadas em função da vacinação convencional.

VÁCUO: um espaço no qual existe uma pressão baixa de gás, ou seja, existem átomos ou moléculas. Um vácuo perfeito não conteria nem átomos nem moléculas mas este é impossível de alcançar uma vez que todo o material que rodeia este espaço tem pressão de vapor finita.

VACUÔMETRO: é um instrumento medidor de pressão tarado para valores inferiores à pressão atmosférica. Assim, é um manômetro ajustado para medidas negativas de pressões relativas.

VAGEM: essencial para o crescimento do corpo, é rica em fibras, abre o apetite e estimula as funções do intestino. Por conter ferro, ajuda nos casos de anemia. Cada 100gramas contém 42,0 quilocalorias, 7,70gramas de glicídios, 2,40 gramas de proteína e 0,20gramas de lipídio.

VALÊNCIA: o número de ligações que um átomo pode formar. Quando os elementos se combinam para formar compostos, eles o fazem em proporções fixas, determinadas por suas valências. Isso significa que duas porções de hidrogênio devem combinar-se com uma de oxigênio para formar água, mas quatro porções de hidrogênio são necessárias para combinar-se com carbono e formar metano.

VANÁDIO (V): um elemento de transição de cor branca-prateada. Este elemento é usado em grande quantidade de ligas de aço.

VANILINA: molécula principalmente responsável pelo cheiro da baunilha. Encontramos exatamente a mesma molécula, com exatamente os mesmos átomos nas mesmas posições, nas vagens de baunilha e nos tubos de ensaio dos químicos. 

VAPOR: designação dada à matéria no estado gasoso, quando é capaz de existir em equilíbrio com o líquido ou com o sólido correspondente, podendo sofrer liquefação pelo simples abaixamento de temperatura ou aumento da pressão.

VAPOR SATURADO: vapor não superaquecido, mas de qualidade 100%, isto é, não contendo líquido não vaporizado.

VAPOR SECO: vapor sem umidade, saturado ou superaquecido.

VAPORIZAÇÃO: o escape de moléculas da superfície de um líquido, espontaneamente (evaporação) ou não espontaneamente (ebulição).

VARETA DE VIDRO: cilindro de vidro T, oco, de baixo ponto de fusão. Serve para interligar balões, condensadores, ou fabricação de pipetas e capilares.

VARIAÇÃO DE ENTALPIA: é a quantidade de calor envolvida na  transformação do sistema, a pressão constante, quando o único  trabalho, presente é dado pelo produto entre a pressão e a variação de entalpia, isto é, um trabalho devido à expansão ou contração de volume.

VASELINA: é uma substância untuosa, de cor branca, amarelada ou castanho-escura obtida a partir dos resíduos da destilação de certos óleos brutos de petróleo ou por mistura de óleos de petróleo de viscosidade bastante elevada com esses resíduos ou ainda por mistura de parafina ou de ceresina com um óleo de petróleo suficientemente refinado. Esta posição abrange tanto a vaselina em bruto (às vezes designada por petrolatum), como a vaselina descorada ou purificada. Largamente utilizada na preparação de produtos para proteção da pele.

VASODILATADORES: são fármacos que produzem relaxamento e dilatação dos vasos sanguíneos, condicionando melhor circulação no miocárdio por aumento do caudal sanguíneo. Ex. ésteres nitrosos e nítricos, papaverina.

VEÍCULO ELÉTRICO: veículo movido por um motor elétrico, cuja energia é obtida, geralmente, de uma célula a combustível ou de uma bateria.

VELA: produto obtido do sebo e de outras gorduras naturais.Tratando-se estas gorduras com cal a quente, obtêm-se palmitato, estearato e oleato de cálcio ao lado de glicerina, que é separada da mistura. Estes sais de cálcio são tratados com ácido sulfúrico e, assim, se obtêm os ácidos oléico, líquido, esteárico e palmítico, sólidos. Os ácidos esteárico e palmítico são fundidos juntamente com parafina, em recipiente adequado, que con-tém no seu eixo um fio de algodão trançado.
Enfim, a mistura se solidifica, formando a vela.

VELOCIDADE DA LUZ: foi medida pela primeira vez por Olaf Römer (1644-1710) através de observações astronômicas. Em sua experiência, ele usou o intervalo de tempo com que ocorre o eclipse lunar de uma das luas de Júpiter e a variação da distância entre a Terra e Júpiter, obtendo-se, assim, o valor de 214.000 Km/s. Em 1849, Armand Hippolyte Louis Fizeau (1819-1896) fez a primeira medida terrestre da velocidade da Luz. Em sua experiência, ele usou um feixe de luz, passando através de uma roda dentada girante. Este feixe era então refletido por um espellho a uma distância de 8633 metros. A experiência foi montada nos subúrbios de Paris, entre Suresnes e Montemarte, obtendo o valor de 315.300 km/s para a velocidade da luz. Hoje o valor exato, por definição, é de 299.792,458 km/s. Este valor foi definido em função da definição do metro padrão.

VELOCIDADE INICIAL: é a velocidade no início de uma reação, quando produtos estão presentes em concentrações tão baixas que não afetam a velocidade.

VELOCIDADE INSTANTÂNEA: é a inclinação da tangente de um gráfico de concentração contra o tempo.

VELOCIDADE MÉDIA: quimicamente falando, é calculada pela divisão da variação da quantidade de uma substância pelo intervalo de tempo durante o qual acontece a mudança. A proporção entre as velocidades médias de reagentes e produtos é igual a proporção entre os coeficientes estequiométricos da reação.

VELOCIDADE MÉDIA DA REAÇÃO: é a velocidade de mudança da concentração de um reagente ou produto dividido pelo seu coeficiente estequiométrico na equação balanceada. Todas as velocidades médias  são informadas como quantidades positivas.

VENENO: qualquer substância que tomada ou aplicada (em certas doses) a um ser vivo, lhe destrói ou altera as funções vitais.

VENENO MAIS QUE MORTAL: embora os químicos tenham sintetizado muitas substâncias químicas tóxicas, foi a natureza que criou as mais mortais. A toxina botulínica A, matéria prima na produção do BOTOX, produzida por Clostridium botulinum, é o mais letal veneno conhecido, um milhão de vezes mais mortífero que a dioxina, o veneno mais letal produzido pelo homem. Para a dioxina botulínica A, a dose letal que matará 50% de uma população de teste é de 3 .10-8 miligramas por quilo. Meros 0,00000003 miligramas da substância por quilo de peso corporal. Estimou-se que 28gramas de toxina botulínica A poderia matar cem milhões de pessoas. Mas o Clostridium botulinum não sobrevive dentro do corpo humano.

VENTILAÇÃO: processo de separação dos componentes de uma sistema sólido-sólido, onde uma corrente de ar arrasta o componente menos denso.
Ex: beneficiamento de cereais para separar as cascas soltas, menos densas, do grão.

VENTO, FORMAÇÃO: o movimento do ar atmosférico gera o vento.  As diferenças de temperatura entre o Equador e os pólos, e entre a terra e o mar geram os grandes movimentos do ar atmosférico. Este movimento, com maior ou menor intensidade, é causado quando variações de temperatura geram mudanças no volume ocupado pela massa de ar e, como consequência, sua densidade varia, fazendo a massa de ar subir e/ou descer constantemente.

VERDERAME: ver calda bordalesa.

VERMELHO DE JOALHEIROS: hematita em pó vermelha, óxido de ferro III. É um abrasivo fraco usado em produtos para limpar metais e polidores.

VERMOUTH: é o nome de um vinho composto que tem como erva principal a losna ou absinthium. Basicamente, o vermouth é composto de 70%, como mínimo, de vinho, álcool, açúcar e infusões de ervas de diversas espécies, que dependem de cada elaborador.

VERNIZ: é uma dispersão ou solução coloidal, sem pigmento, de resinas sintéticas e/ou naturais em óleos ou em outros meios dispersores, usado como revestimento protetor e/ou decorativo de diversas superfícies e que seca por evaporação, oxidação e polimerização de partes dos seus constituintes.

VIAGRA: é um fármaco de uso terapêutico, útil para o tratamento da disfunção eréctil. O Viagra age através da inibição da enzima fosfodiesterase-5, aumentando o fluxo sanguíneo por potenciar a vasodilatação dos vasos responsáveis pela irrigação do pênis.

VIBRAÇÕES DA REDE CRISTALINA: são as vibrações periódicas dos átomos, íons ou moléculas numa  rede de cristal em torno das suas posições médias.
Por aquecimento, a amplitude das vibrações aumenta e, quando a energia se torna muito elevada, o cristal separa-se. A temperatura em que isto acontece é o ponto de fusão do sólido e a substância torna-se líquida. Por resfriamento, a amplitude das vibrações diminue. No zero absoluto, persiste uma vibração residual, associada com o ponto zero de energia da substância.

VIDA MÉDIA: tempo requerido para que a concentração de um reagente diminua à metade do seu valor inicial.

VIDRO: é uma mistura basicamente formada por areia (sílica – SiO2), cal (CaO), barrilha (Na2O), alumina (Al2O3) e corantes ou descorantes. É obtida da fusão destes compostos, não possui estrutura cristalina ordenada, sendo, por isso, considerada como líquida; não apresenta ponto de fusão definido.

VIDRO, CORROSÃO DO: por que os ácidos não corroem o vidro? O principal motivo é a inexistência de afinidade química entre a maioria dos ác-dos e a sílica, principal substância que compõe o vidro. A ligação entre o silício e o oxigênio é muito forte deixando o vidro com baixíssima porosidade (furos). Isso dificulta a penetração de qualquer líquido e consequentemente a integração entre suas moléculas e as partículas do vidro. O ácido fluorídrico extremamente polarizado e em solução aquosa consegue reagir com o vidro, isto não quer dizer que reagirá com o plástico,  porque este é formado por outro tipo de substância , que é orgânica e não tem nada a ver com a composição do vidro.

VIDRO DE ÁGUA: uma solução viscosa coloidal de silicatos de sódio em água, usada para produzir gel de sílica, como mordente e preservante.

VIDRO DE RELÓGIO: peça de vidro de forma côncava. É usado para cobrir copos de bequer, em evaporações e pesagens de diversos fins. Não pode ser aquecido diretamente na chama do bico de Bunsen.

VIDRO METÁLICO: ainda é algo pouco conhecido da maioria do público. Mas esse material inusitado e peculiar já está presente em equipamentos esportivos, gabinetes de telefones celulares e vários outros produtos de alta tecnologia. Ao contrário dos vidros comuns, vidros metálicos não são transparentes, nem fáceis de quebrar. Vários metais são maleáveis devido a defeitos (deslocamentos) em sua estrutura cristalina. Os vidros metálicos não têm rede cristalina e nem deslocamentos, mas, mesmo assim, são maleáveis e extremamente resistentes. E o arranjo desordenado dos seus átomos lhe dá propriedades mecânicas e magnéticas muito peculiares.

VINAGRE: solução formada por muitos compostos orgânicos, que se formam durante a fermentação acética. O principal constituinte desta solução diluída (cerca de 5%) é o ácido acético (ácido etanóico).

VINAGRE BALSÂMICO: o que diferencia o balsâmico dos outros é o tipo de fermentacão. Os diferentes vinagres que conhecemos provêm da fermentação do vinho ao ar livre. O vinagre balsâmico é fabricado a partir de uvas brancas e doces. Após a colheita, desde os primeiros sinais de fer-entação e antes que o açúcar se transforme em álcool, a solução(mosto) é filtrado e cozido lentamente. Depois, é naturalmente refinado e envelhecido em pequenos barris de diferentes madeiras como carvalho, castanha e cereja.
Este envelhecimento implica em inúmeras manipulações. À medida em que o vinagre envelhece, concentra-se e ganha em sabor e personalidade com o seu aroma potente e encorpado e com o equilíbrio ideal entre o doce e o ácido. A passagem de um barril a outro pode durar 12 anos para os vinagres mais nobres. Você está vendo porque ele é tão caro? Um produto especial requer cuidados especiais na utilização. Nunca cozinhe o balsâmico para que os aromas e sabores naturais não evaporem e sejam destruídos, exceto se você quiser um delicioso caramelo para sobressair o sabor de saladas e carnes. Neste caso, reduza o vinagre até o ponto desejado. O vinagre balsâmico realça sutilmente o sabor de carnes brancas, como o coelho e a vitela, e é fantástico em saladas, lagostas e mexilhões. Experimente usar morangos na sua salada, e exatamente na hora de servir, regue com um vinagrete de balsâmico e azeite de oliva.

VINAGRE DE MADEIRA: (ácido pirolenhoso) é uma solução aquosa cujos principais componentes são: ácido acético (7 a 10%), metanol (1 a 3%), acetona (1%) e água (85 a 90%).

VIDRO SINTERIZADO: vidro poroso obtido por sinterização de vidro em pó, usado na filtração de precipitados em análise gravimétrica.

VINHO: na sua forma mais básica, a fabricação do vinho é simples. Após as uvas terem sido espremidas, o levedo (pequeno organismo unicelular que existe naturalmente na vinha e, consequentemente, nas uvas) entra em contato com o açúcar do suco da uva e, gradualmente, converte esse açúcar em álcool. Gás carbônico  também é produzido neste processo exotérmico. Quando o levedo conclui seu trabalho, o suco de uva vira vinho. Quanto mais maduras e doces forem as uvas, maior será o teor alcoólico no vinho. Todo este processo é chamado de fermentação. Após a fermentação, o vinho pode, ou não, ser deixado maturar.

VINHO E CARVALHO: quando armazenamos vinho em tóneis ou barris de carvalho, moléculas de vanilina, um composto da família dos fenóis, são extraídas da madeira, contribuindo para as mudanças que constituem o processo de envelhecimento.

VINHOTO: cada litro de álcool obtido na destilação produz cerca de 12 litros de resíduos da substância não fermentada, os quais recebem o nome de vinhoto.

VINHO DO PORTO: é, por definição, um vinho generoso e encorpado, produzido na região do Douro - a região demarcada de vinhos mais antiga do mundo. Produzido a partir de castas portuguesas, tradicionalmente utilizadas na região, o seu processo de vinificação é caracterizado pela adição de aguardente vínica ao mosto em plena fermentação. Esta operação deixa o vinho com a doçura
natural da uva e um sabor de frutos maduros, ao mesmo tempo que lhe aumenta a graduação alcoólica para 19/20º.

VINHO; SAÚDE: compostos polifenólicos presentes no vinho tinto inibem a produção de uma substância que é um fator no endurecimento das artérias, o que talvez explique por que, em países nos quais se consome grande quantidade  de vinho tinto, há menor incidência de doenças cardíacas, mesmo com uma dieta rica em manteiga, queijo e outros alimentos ricos em gordura animal.

VINHO SUPERSATURADO: alguns vinhos possuem altas concentrações de hidrogenotartarato de potássio, KHC4H4O6. Quando resfriada, sua solução pode se tornar supersaturada. Após um tempo, caso o vinho seja colocado no refrigerador, cristais podem se formar e se depositar no fundo da garrafa. As vinícolas modernas resolvem esse problema - e produzem um vinho menos ácido - por meio de um processo denominado de estabilização a frio. O vinho é resfriado (ainda na vinícola) até perto de 0oC, temperatura inferior àquela que existe comumente nos refrigeradores. Pequenos cristais de KHC4H4O6 são adicionados a esse vinho supersaturado [para atuarem como germes de cristalização].
A cristalização estará completa após um período de tempo, e os cristais serão removidos por filtração.

VINIL (H2C=CH2): ou etenil, radical orgânico monovalente insaturado.

VIRUS: é um pequeno aglomerado de moléculas e macromoléculas, de composição relativamente simples, que é capaz de se multiplicar (reproduzir) somente no interior de células vivas de animais, plantas ou bactérias. O nome vem do Latim e significa “veneno”. Poucos anos antes de 1900, dois cientistas (o russo D.I. Ivanovsky e o alemão Beijerink), descobriram que uma doença comum às folhas do tabaco era transmitida por um “agente de infecção”, hoje conhecido como “vírus mosaico do tabaco”. Eles perceberam que este agente era menor do que uma bactéria e que, se isolado, não se reproduzia e não era visível no microscópio ótico. Alguns anos mais tarde, o inglês F.W. Twort chegou a conclusões parecidas estudando outro agente, que era capaz de infectar bactérias e, por isso, chamado de bacteriofage (comedor de bactérias). Vários outros cientistas encontraram relações entre moléstias comuns aos humanos e outros seres vivos com determina-dos agentes, que possuiam as características ob-servadas por Ivanovsky e Beijerink. Logo a comu-nidade científica aprendeu a fazer culturas de vi-roses, em células, e usar esta técnica para a preparação de vacinas, formulações usadas para promover a imunidade biológica ao agente, tal como a vacina da poliomelite.

VISCOSIDADE: medida da resistência de um fluído ao escoamento. Um líquido que tem alta viscoso, como óleo diesel, flui lentamente. Um líquido com baixa viscosidade, como a água, flui com facilidade. Um líquido tixotrópico, como tinta não gotejante, torna-se menos viscoso e flui melhor quando é agitado.

VISOR DE CRISTAL LÍQUIDO: tela na qual aparecem números e letras escuras. Calculadoras e alguns computadores usam um visor de cristal líquido, ou LCD (liquid crystal display). A tela tem camadas de cristal líquido e materiais que polarizam a luz. Quando você pressiona uma tecla, aparece uma letra ou número porque a calculadora envia um sinal elétrico ao cristal líquido, o que altera o padrão de moléculas. O novo padrão faz com que a luz polarizada seja bloqueada pelo material polarizador, formando uma imagem escura da letra ou número na tela. 

VITAMINAS: são substâncias orgânicas biologi
-camente ativas necessárias em ínfimas quantida
-des para a saúde e o crescimento normais. Quase todas são partes de coenzimas. O organismo regula a atividade de suas cerca de 2000 enzimas.

VITAMINA A: retinol, obtida através de vegetais e frutas de cores fortes, fígado, ovos e queijos, alimentos que fornecem o beta-caroteno, que o organismo animal transforma em vitamina A. É lipossolúvel; favorece o crescimento, a visão e participa do metabolismo de diversos hormônios. Sua carência provoca distúrbios oculares, cutâneos e falta de resistência geral.  

VITAMINA B1: tiamina, obtida de cereais integrais, nozes, carne, leite, folhas verdes e levedura. É hidrossolúvel. Estabelece o equilíbrio nervoso, favorece o crescimento e o metabolismo dos tecidos. Sua carência causa o beribéri, falta de apetite, fadiga, atrofia muscular e irritabilidade.

VITAMINA B2: riboflavina, obtida através de trigo integral, soja, vagem, ameixa, pêra, figado, carnes, leite, ovos, folhas verdes e levedura. É hidrossolúvel, protege a mucosa e os olhos, dá vitalidade às células nervosas e acelera a cicatrização. A carência causa lesões na pele e nas mucosas.

VITAMINA B5: ácido pantotênico, pode ser obtido através de cereais integrais, batata, ervilha, couve, tomate, fígado, carnes, gemas e levedura. É necessário ao desenvolvimento do sistema nervoso central e na transformação de açúcares e gorduras em energia. Regula o funcionamento das suprarenais. A carência causa dermatite, úlceras e distúrbios degenerativos do sistema nervoso.     

VITAMINA B6: piridoxina, obtida através de legumes, batata, melado, trigo integral, carnes, fígado, rins e ovos. Ativa o metabolismo das proteínas e dos glóbulos vermelhos do sangue. Atua em algumas funções do sistema nervoso. Sua carência causa degeneração e atrofação de vários órgãos, distúrbios nervosos, fadiga e alterações cutâneas. É hidrossolúvel. 

VITAMINA B11: ácido fólico, obtida através de frutas, cereais integrais, verduras cruas, carnes, fígado, leite e queijos. Importante na divisão celular, na síntese dos ácidos nucléicos e na formação dos glóbulos vermelhos do sangue. Sua carência causa anemia, problemas digestivos e neurológicos.

VITAMINA B12: cianocobalamina, obtida através de levedura, carnes, fígado, bacalhau, rins, leite, ovos e queijos. Importante na formação das células vermelhas do sangue e das moléculas de DNA. A carência causa a chamada anemia perniciosa e problemas neurológicos.
É a única fonte de cobalto utilizável pelo organismo humano.

VITAMINA C: ou ácido ascórbico, obtido através de vegetais, verduras cruas, legumes e frutas cítricas. Auxilia a absorção de ferro, aumenta a resistência orgânica, fortalece os ossos, os vasos sanguíneos e as gengivas, e possui efeito antiestrese. Sua carência provoca escorbuto, gengivite, perda de apetite e cansaço. É hidrossolúvel.

VITAMINA D: calciferol, obtida do cacau, óleo de fígado de bacalhau, ovos, germe de trigo, leite e manteiga, alimentos que fornecem o ergosterol a partir do qual o organismo sintetiza a vitamina D, quando em presença de raios solares. Favorece a retenção de cálcio e fósforo nos ossos e dentes. A carência provoca o raquitismo e a osteoporose. É lipossolúvel.

VITAMINA E: obtida através de germens de cereais, óleos vegetais, nozes, sementes, figado, ovos e verduras verde-escuras. Influencia a função reprodutora, favorece o metabolismo muscular e a digestão de gorduras e tem ação antioxidante. Sua carência provoca esterilidade e distrofia muscular.

VITAMINA H: biotina, obtida através de levedura, arroz integral, frutas, nozes, ovos, carnes e leite. Também é produzida por bactérias do intestino. Protege a pele e favorece o metabolismo das proteínas e glicídios. Sua carência provoca furunculose, seborréia do couro cabeludo e eczema.

VITAMINA K: naftoquinona, obtida através de folhas verdes em geral, vagem, iogurte, ovos, fígado.
O organismo nutrido sintetiza esta vitamina nos intestinos, em presença da bile. Fundamental na coagulação do sangue e na proteção dos vasos sanguíneos. Indispensáveis ao figado para a formação da protombina. Sua carência provoca hemorragias espontâneas e colite. É lipossolúvel.

VITAMINA PP: nicotinamida, obtida através de carnes, peixes, ovos, leite, amendoim, cereais, legumes, verduras e frutas. Também é produzida por bactérias do intestino. Participa da obtenção de energia em todas as reações metabólicas; é indispensável para que a energia dos alimentos seja aproveitada. Sua carência provoca pelagra, dermatite, diarréia, demência, lesões na pele e mucosas, fadiga e insônia. É hidrossolúvel. 

VITAMINA TERMOLÁBIL: são vitaminas que sofrem a ação do calor e das radiações ionizantes, podendo ser destruídas em processos de cura, defumação, preparo culinário, enlatamento e desidratação.
Ex: a vitamina B6 ou piridoxina.

VITERITA: uma forma mineral de carbonato de bário, BaCO3.

VÍTREO: o comportamento vítreo está associado a um corpo que não pode ser deformado  permanentemente, como o ferro metálico, nem elasticamente, como a borracha, sendo mais propenso a absorver a energia e dissipá-la, quebrando-se.

VODKA: a vodka inicialmente era considerada um espírito proveniente da batata. Atualmente, entram na sua composição diversos cereais, como  milho, trigo, centeio e cevada. Em alguns países a Vodka é ainda produzida a partir da batata ou com uma grande percentagem de batata (Polônia, Rússia e Noruega). Como exemplo, a Vodka Smirnoff tem na sua composição uma maior percentagem de milho, a Vodka norueguesa, Vikin Fjord, tem com base a batata, a Wyborowa tem no rótulo a designação Grain (cereais).  Processo de fabricação: os cereais são misturados, cozidos a alta pressão e, em seguida, espalhados num local próprio, onde são arrefecidos e lhes é adicionada água. A esta mistura junta-se malte ou enzima para que a fécula se torne açucarada. Na fase seguinte são adicionadas leveduras e outros produtos fermentados, em quantidades e num processo semelhante a fabriccação do whiskey (Bourbon). A mistura final é destilada pelo processo Patent Still ou Continuous Still (fogo direto) a temperaturas elevadas, afim de extrair todos os possíveis sabores ou aromas dos produtos usados na mistura. Quando sai do alambique, a Vodka tem, normalmente um teor alcoólico igual a 95ºGL.

VOLÁTIL: denominação dada a certas substâncias líquidas e sólidas que, em condições ambientes, facilmente passam à fase vapor.

VOLUME: a quantidade de espaço que uma amostra ocupa.

VOLUME ATÔMICO: é o volume, em mililitros (mL) ou centímetros cúbicos que, 602 sextilhões (6,02 .1023) de átomos de um elemento no estado sólido ocupam.

VOLUME CRÍTICO: é o volume de uma dada massa de um líquido no seu “estado crítico”; ou seja, quando se encontra à sua temperatura e pressão críticas. O volume específico crítico é o seu volume por unidade de massa neste estado; no passado, foi freqüentemente chamado de volume crítico. 

VOLUME MOLAR: é o volume, em litros, ocupado por um mol de uma substância ou elemento em determinadas condições de temperatura e pressão.

VULCANIZAÇÃO: processo que consiste em submeter a borracha a um aquecimento à temperatura de 140oC prolongado com enxofre (aproximadamente 7%), em presença de óxidos metálicos. Serve para eliminar inconvenientes da borracha, tais como ser dura e quebradiça no inverno, mole e pegajosa no verão, e macia, não oferecendo resistência à tração e ao desgaste.

VULCÃO: a)  abertura na crosta terrestre que dá saída a material magmático - lavas, cinzas e gases.
b)  forma ou estrutura produzida pela matéria expelida. 
A saída do material magmático dá-se por um conduto (chaminé) cujo término superior tem, frequentemente, a forma de um funil (cratera) e pode ser ou não guarnecido por um cone vulcânico. Podem ser continentais ou submarinos. Distingue-se ainda vulcões extintos, inativos e ativos.

VULCÃO, COMPOSIÇÃO DAS CINZAS: a porção gasosa do magma contém compostos voláteis tais como o dióxido de carbono (CO2) e o gás sulfídrico (H2S). 
Este é altamente tóxico por formar misturas explosivas com o ar e ataca o aço e a de borracha rapidamente.
Porém, os principais constituintes dessa fumaça são: vapor de água, poeira de sílica e o enxofre sólido(S).
Esse último elemento é agressivo à saúde tanto das pessoas, quanto dos animais e vegetais. Seus compostos são muito ácidos, como o dióxido de enxofre (SO2), que compõe uma rocha magmática típica com um teor que varia de 35% a 75 %.

Esse gás pode gerar ácido sulfúrico (H2SO4). Isso ocorre quando ele é oxidado, formando o trióxido de enxofre (SO3). Esse, por sua vez, sofre uma reação com a água, formando então uma solução aquosa de ácido sulfúrico.

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