quinta-feira, 8 de maio de 2014

TERMOS - LETRAS Qa => Qu

QUALIDADE AMBIENTAL: (1) O estado do meio ambiente, como objetivamente percebido, em termos de medição de seus componentes, ou subjetivamente, em termos de atributos tais como beleza e valor (MUNN, 1979). (2) É o estado do ar, da água, do solo e dos ecossistemas, em relação aos efeitos da ação humana (HORBERRY, 1984). (3) Estado das principais variáveis do ambiente que afetam o bem estar dos organismos, particularmente dos humanos. Termo empregado para caracterizar as condições do ambiente segundo um conjunto de normas e padrões ambientais pré-estabelecidos. A qualidade ambiental é utilizada como valor referencial para o processo de controle ambiental. (4) Resultado dos processos dinâmicos e interativos dos elementos do sistema ambiental, define-se como o estado do meio ambiente, numa determinada área ou região, conforme é percebido objetivamente, em função da medição da qualidade de alguns de seus componentes, ou mesmo subjetivamente, em relação a determinados atributos, como a beleza, o conforto, o
bem estar (FEEMA, 1997).

QUALIDADE DA ÁGUA: características químicas, físicas e biológicas, relacionadas com o seu uso para um determinado fim. A mesma água pode ser de boa qualidade para um determinado fim e de má qualidade para outro, dependendo de suas características e das exigências requeridas pelo uso específico. A qualidade da água está em relação com os usos múltiplos dos recursos hídricos.

QUANTITATIVA: uma descrição numérica das propriedades de uma substância, de um sistema ou processo.

QUANTIZAÇÃO: a restrição de uma propriedade a certos valores.

QUANTUM: um pacote de energia.

QUARK TOP: o Laboratório Nacional do Acelerador Fermi (Fermilab), centro de pesquisas dos Estados Unidos, de física de altas energias, anunciou em março de 1995 um fato científico revolucionário: a descoberta de uma raríssima forma de matéria, um novo tipo de quark, batizado top. Desde 1932 sabe-se que o núcleo dos átomos é formado por prótons e nêutrons, tidos na época como partículas elementares (indivisíveis). No início da década de 70, ficou evidenciado que essas duas partículas, por sua vez, também têm estrutura interna. São constituídas por partículas menores, chamadas quarks.
Experiências permitiram a identificação de cinco tipos distintos de quarks. O “up” e o “down” são os mais comuns e formam os prótons e os nêutrons. O “strange”, o “charm” e o “bottom” completam a lista dos quarks conhecidos até há pouco.

QUARTZO: é o mineral mais abundante e espalhado pela crosta terrestre. Elemento fundamental das rochas ígneas, sedimentares e metamórficas, forma também a ganga da maioria dos filões, e também constitui, sozinho, veios de grande importância, nos quais forma os mais belos cristais. Cristaliza no sistema romboédrico, com conformações distintas segundo a maneira de fazer.
O quartzo é um mineral incolor e completamente transparente, mas pode ser encontrado com muitas colorações e até tornar-se translúcido e ainda opaco (quartzo leitoso). Tem brilho vítreo. Opticamente, é uniaxial positivo, e possui a propriedade de girar o plano de vibração da luz polarizada (polarização rotatória).
Duro e frágil, é piezoelétrico, fenômeno que muitos poucos minerais apresentam, e por isso de grande importância técnica na aplicação dos ultrasons. Quimicamente é SiO2 puro, contendo, algumas vezes, pequeníssimas quantidades de impurezas que lhe emprestam a coloração: somente é atacado pelo HF e pelo KOH.

QUEIJO: é um produto fresco ou maturado, sólido ou cremoso, obtido pela coagulação e separação do soro de leite, nata, leite parcialmente desnatado, ou por uma mistura desses produtos. Os ingredientes básicos do queijo são praticamente os mesmos em todos os tipos: leite pasteurizado, coalho, fermentos lácticos e sal. Porém, a imensa gama de variedades desse alimento é resultado do processo de fabricação e origem do leite.

QUELATO: a palavra “quelato” é derivada do grego che’le, que significa garra em forma de pinça, como observada na lagosta e no caranguejo. O termo quelato foi primeiramente proposto por Morgan e Drew em 1920, para descrever uma classe de complexos de metais no qual o átomo de metal é envolvido no complexo em mais de um ponto de ligação, formando uma estrutura anelar.

QUEIMADA: (1) Prática agropastoril ou florestal, em que o fogo é utilizado de forma controlada, atuando como um fator de produção. (2) Prática agrícola rudimentar, proibida pelo artigo 27 do Código Florestal, que consiste na queima da vegetação natural, quase sempre matas, com o fim de preparar o terreno para semear ou plantar ; essa prática prejudica a fertilidade do solo pela liberação dos sais minerais. Queima de mato, principalmente para utilização do solo na agricultura (CARVALHO, 1981). (3) Método primitivo de preparo do solo para o plantio ou pastagem e a forma mais barata e também a mais nociva de executar essa tarefa, empobrecendo o solo e consumindo seus nutrientes; fumaça da queimada causa danos à saúde e contribui para o aquecimento global; as queimadas e a derrubada de florestas são responsáveis por 70% das emissões de gases estufa no Brasil; o Ministério do Meio Ambiente calcula que 300 mil queimadas acontecem por ano em todo o território nacional; a atividade necessita de autorização prévia do Ibama ou do órgão ambiental estadual; fazer queimada sem autorização é infração ambiental punível com multa.

QUERATINA(HSCH2CH(NH2)COOH): são proteínas fibrosas que fornecem proteção à  camada externa de pele, pêlos e unhas. Tem na sua composição várias unidades de cisteína.

QUEROSENE: é um composto formado por uma mistura de hidrocarbonetos alifáticos, naftalênicos e aromáticos, com faixa de destilação compreendida entre 150oC e 239oC. O produto possui diversas características específicas como um excelente poder de solvência e uma taxa de evaporação lenta, além de um ponto de fulgor que oferece relativa segurança ao manuseio.

QUILATE: a forma de dizermos a proporção de ouro que entra numa liga. O ouro puro é denominado ouro 1000 ou 24 quilates (24K). Na realidade, o ouro nunca tem uma pureza total, e a classificação mais alta cai para 999 pontos. O ouro 24K que chamamos de 100% puro equivale a 999 pon-tos na escala européia. O ouro 18K, que tem uma pureza de 75%, equivale a 750 pontos.

Quilatagem ......... (%) ouro ...........  pureza

24K ..………........   100,0% .........……. 999
18K ..…................  75,0% .…....…...…. 750
14K .....................   58,3% ................... 583
10K ......................  41,6% ................... 416

QUÍMICA: é a ciência que estuda as substâncias, a sua constituição, as suas transformações em novas substâncias, além dos efeitos relacionados a tais transformações e dos modelos explicativos desses processos.

QUÍMICA ANALÍTICA: envolve métodos voltados para a determinação da composição da matéria. Os métodos qualitativos geram informações sobre a identidade das espécies atômicas ou moleculares ou mesmo grupos funcionais na amostra. Já os métodos quantitativos proporcionam resultados numéricos relacionados à quantidade dos componentes da amostra.

QUÍMICA, BIOLOGIA: todos sabem, ou pelo menos já ouviram falar, da chamada interdisciplinaridade. Embora muitas vezes na ciência esta complicada expressão seja rotineiramente empregada, poucos têm a verdadeira compreensão da sua magnitude. Apenas recentemente, duas importantes disciplinas científicas - a Química e a Biologia, começaram uma verdadeira interação.
A interação entre cientistas de diferentes áreas da química e da biologia e com diferentes perspectivas tem
levado à descobertas e aperfeiçoamento de técnicas que tem revolucionado o modo como entendemos os sistemas biológicos a nível molecular. Esta nova disciplina, a Biologia Química, que pode ser amplamente definida como o estudo dos efeitos de pequenas moléculas em processos biológicos, começou a emergir como um campo de pesquisa reconhecido a nível internacional somente na última década, com inúmeras universidades criando cursos que romperam barreiras entre departamentos outrora distintos. Hoje, já é uma realidade o alto investimento neste campo de pesquisa e a colaboração entre químicos e biólogos se tornou de fundamental importância para o futuro da biomedicina.
O aumento no número de conferências científicas dedicadas a Biologia Química também demonstra a importância e o interesse deste campo multidisciplinar para os cientistas acadêmicos e industriais. Apesar desta interação entre a química e a biologia já ser realidade há algum tempo, só recentemente as revistas científicas, o principal meio de comunicação entre os pesquisadores, quebraram as últimas barreiras culturais e lançaram títulos totalmente dedicados a Biologia Química.

QUÍMICA CELULAR: o centro das atividades do corpo é a célula. É nela que o alimento é digerido, produzindo a energia necessária para suprir continuamente nosso corpo. Estas reações são extremamente rápidas. Toda energia é produzida e consumida em grande velocidade. Nas células são sintetizadas novas moléculas. A responsabilidade por esta rapidez toda é das enzimas. As enzimas são biocatalisadores – proteínas especializadas – pois aumentam a velocidade de uma reação química. As reações orgânicas são, em geral, muito lentas. Graças a estas enzimas é que tornam-se possível as reações em nosso corpo.

QUÍMICA DA VISÃO: a química da visão envolve a transformação do cis-retinal em transretinal pela ação da luz. Esse processo pode ser explicado, resumidamente, da seguinte forma: a rodopsina é um pigmento vermelho, fotossensível, existente na retina. Ela é constituída pelo 11-cis-retinal combinado com uma proteína chamada opsina. Quando o complexo cis-retinal-proteína absorve luz, transforma-se, pela isomerização e posterior hidrólise, em trans-retinal e opsina. Esta mudança geométrica provoca uma resposta nas células nervosas, que é transmitida ao cérebro e permite a visão.
O isômero trans-retinal é novamente convertido ao isômero cis, pela ação de uma enzima, permitindo a repetição do ciclo da visão.

QUÍMICA DE SUPERFÍCIES: estuda as superfícies através da investigação das suas características fundamentais, suas estruturas atômicas e eletrônicas, composição, estado de oxidação, a natureza de suas ligações químicas e o movimento de átomos e moléculas que nela residem. Essas podem ser classificadas como químicas, mecânicas, elétricas, ópticas e magnéticas.
Algumas aplicações da química de superfície são: revestimentos, tal como uma camada de tinta numa casa; creme de mão para proteger a pele ressecada e áspera; pastilhas de freio que param um veículo; superfícies lubrificadas e altamente escorregadias para redução do atrito entre pistão e a parede do motor; sólidos microporosos usados como peneiras moleculares; absorção de gases usando sólidos de elevada área superficial; circuitos microeletrônicos; discos magnéticos rígidos; equipamentos para cópias xerográficas; espectroscopia; catalisadores sólidos, embalagens para alimentos.

QUÍMICA DESCRITIVA: a descrição da preparação, propriedades e aplicações dos elementos e seus compostos.

QUÍMICA FARMACEUTICA: tem por finalidade o isolamento, a caracterização, a elucidação da estrutura e a síntese de compostos que podem ser utilizados em medicina para a cura ou o tratamento da doença. Outrossim, a química farmacêutica preocupa-se com a compreensão dos mecanismo químicos e biológicos pelos quais se pode explicar a ação das drogas. Tenta também estabelecer as relações entre a estrutura química e a atividade biológica e relacionar esta última às propriedades físicas das drogas. O químico farmacêutico deve ser bem versado nas ciências que contribuem à sua especialidade e, entre elas, põe em primeiro lugar a Química Orgânica.

QUÍMICA FINA: são produtos químicos produzidos industrialmente em quantidades relativamente pequenas e com uma elevada pureza. Ex. tintas e fármacos.

QUÍMICA FORENSE: a meta principal da ciência forense é prover apoio científico para as investigações de danos, mortes e crimes sem explicação. A ciência da química forense lida com substâncias como tinturas, vidro, solos, metais, plásticos, explosivos e produtos derivados do petróleo. Um princípio básico da química forense é o fato irrefutável de que todo e qualquer tipo de contato deixa um rastro. Se uma colisão seguida de fuga ocorresse, haveria transferência de pintura; se um assaltante quebrasse uma janela de vidro, seriam achados pedaços do vidro em suas roupas; o disparo de uma arma deixaria resíduos de pólvora nas mãos do usuário.

QUÍMICA GERAL: está relacionada com o estudo das propriedades dos mais de cem elementos da tabela periódica, incluindo tanto metais altamente reativos como o sódio, até os metais menos reativos como ouro, elementos não metálicos muito reativos como o flúor e gases não reativos como o hélio.  Essa grande variedade é uma das atrações da Química Inorgânica. Para dominar os conceitos e raciocínios envolvidos é necessário estudar a reatividade, as estruturas e as propriedades dos elementos e seus e compostos.

QUÍMICA ORGÂNICA: é a Química dos compostos de carbono. O qualificativo enganoso “orgânico” é uma relíquia da época em que se dividiam  os compostos químicos em duas classes: inorgânicos e orgânicos. Compostos inorgânicos eram os que se obtinham de minerais; os compostos orgânicos provinham de fontes animais ou vegetais, quer dizer, eram produzidos por organismos vivos. Até cerca de 1850, muitos químicos pensavam mesmo que os compostos orgânicos originavam-se de organismos vivos e, portanto, nunca poderiam ser sintetizados a partir de materiais inorgânicos. Todos os compostos reconhecidos como orgânicos apresentavam a seguinte característica comum: todos continham o elemento carbono. 
Mais tarde, concluiu-se que esses compostos não resultavam necessariamente apenas da atividade dos organismos vivos e que podiam ser preparados em laboratório. Mesmo assim, continuou conveniente utilizar-se o termo orgânico para designar estes compostos e outros análogos. Ainda hoje, a divisão entre compostos inorgânicos e orgânicos se mantém. Atualmente, a maioria dos compostos orgânicos pode ser sintetizada, embora, em muitos casos, uma maneira cômoda seja isolá-los a partir de produtos animais ou vegetais.
A síntese faz-se, por vezes, a partir de substâncias inorgânicas, como carbonatos e cianetos. Porém, mais frequentemente utilizam-se outros compostos orgânicos como reagentes de partida. Há duas grandes fontes de compostos orgânicos simples: o petróleo e o carvão.
A partir deles podem-se preparar moléculas maiores e mais complexas. O petróleo e o carvão são reconhecidos como combustíveis fósseis, depositados ao longo de milhões de anos de transformação da crosta terrestre. Estes combustíveis não renováveis, principalmente o petróleo, estão sendo consumidos a um ritmo alarmante, para atender às necessidades energéticas mundiais em constante crescimento. Atualmente, menos de 10% do petróleo usado vai para a produção de reagentes químicos, a maior parte é simplesmente queimada para produzir energia. Quando esta fonte se esgotar, será necessário encontrar outras fontes de energia na biomassa.
A biomassa é renovável e, se utilizada com cuidado, pode durar mais tempo em nosso planeta do que a própria espécie humana. O que têm os compostos de carbono de especial, para que se destaquem tanto dos outros compostos? A razão parece ser esta: os compostos de carbono são extremamente numerosos e suas estruturas podem atingir extraordinária complexidade. Domínio de extraordinária importância tecnológica: a Química Orgânica envolve corantes e produtos farmacêuticos, papéis e tintas, vernizes e plásticos, gasolina e borracha, produtos alimentícios e outros usados em nossos vestuários.

QUÍMICA SUPRAMOLECULAR: um campo recente de investigação química. O estudo e síntese de moléculas muito grandes capazes de serem usadas em reações químicas complexas de uma forma idêntica, por exemplo, a ação da hemoglobina que ocorre naturalmente e às moléculas dos ácidos nucléicos. Estas moléculas são grandes potenciais em áreas como a medicina, eletrônica, e ótica. 

QUÍMICO: é o profissional que estuda a Química e atua em processos de investigação e no desenvolvimento de processos de análises, separação e síntese de substâncias e materiais.

QUÍMICOS SINTÉTICOS: compostos produzidos em laboratório e não a partir de organismos vivos; mesmo os compostos orgânicos podem ser sintetizados.

QUIMIORRECEPTORES: detectam paladar e olfato, nível de oxigênio no sangue arterial, pressão osmótica dos líquidos corporais, concentração de gás carbônico(CO2), glicose, aminoácidos, entre outros.

QUIMIOLUMINESCÊNCIA: é a emissão de luz (luminescência) por uma reação química, como a oxidação lenta do fósforo.

QUIMIOSSÍNTESE: síntese de matéria orgânica realizada por bactérias sem aproveitamento da luz solar, mas utilizando a energia de alguma reação exotérmica.

QUIMIOTERAPIA: hoje em dia esse termo é utilizado para se referir ao tratamento com drogas antitumorais, apesar de que pode significar também qualquer tratamento medicamentoso para diferentes doenças.
A ação da quimioterapia é justamente interferir nos processos de divisão e crescimento celular, destruindo as células que estão se dividindo desordenadamente.
No entanto, as células normais que também se dividem normalmente durante a vida do indivíduo, são também afetadas pela quimioterapia. Geralmente são prejudicados os tecidos do corpo onde existe normalmente uma maior taxa de multiplicação celular. Isso inclui as células da medula (localizada no interior dos ossos e que produz as células do sangue), o revestimento do trato gastrointestinal (boca, garganta, estômago e intestinos) e os folículos do cabelo. O efeito da quimioterapia nessas células normais explica, então, os efeitos colaterais que resultam desse tipo de tratamento como: náusea e vômito, diminuição da resistência contra infecções, anemia, perda de cabelos e ou-tros. Entretanto, esses efeitos colaterais são hoje em dia bem conhecidos pelos médicos e podem ser prevenidos ou diminuir de intensidade com orientação adequada.

QUIMIOTERÁPICOS: são agentes capazes de perturbar ou inibir a divisão (crescimento) das células. O agente quimioterápico ideal mataria as células cancerígenas e seria inofensivo às células sadias. Nenhum agente quimioterápico, por enquanto, atende a estes critérios, e os mais efetivos são também os mais tóxicos para os humanos e, portanto, precisam ser cuidadosamente controlados quando ministrados aos pacientes. 

QUININA: sólido de sabor amargo, pouco solúvel em água, mas solúvel em solventes orgânicos.
É um alcalóide que se encontra na casca da quina, de onde é extraído.

QUIRAL: compostos ou íons em que suas imagens opostas não são sobreponíveis.

QUITINA: polissacarídeo muito difundido no reino animal e vegetal. Ocorre principalmente nas carapaças dos crustáceos e insetos. Por hidrólise ácida, fornece glicosamina e ácido acético.

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