quarta-feira, 7 de maio de 2014

TERMOS - LETRAS Ea => El

EBONITE: borracha vulcanizada com alto teor de enxofre (cerca de 30%) de tal forma que adquira uma rigidez de sólido normal e não tenha mais a elasticidade típica dos elastômeros. A ebonite pode ser obtida com borrachas naturais ou sintéticas. Pode ser usada também como matéria-prima a borracha regenerada. O tempo de vulcanização fica aumentado para uma hora. Parte desta vulcanização não precisa ser efetuada sob pressão, podendo ser efetuada em autoclave comum.
As caixas das baterias de automóveis representam o maior consumo de ebonite.

EBULIÇÃO: passagem violenta de um líquido a vapor (vaporização rápida) devido ao superaquecimento. As bolhas se formam a uma pressão superior à pressão atmosférica.

EBULIÇÃO VIOLENTA: é a mudança violenta de um líquido a vapor devido ao sobreaquecimento. As bolhas vão-se formar a uma pressão superior à pressão atmosférica. Pode ser prevenida colocando pedaços de argila porosa no líquido permitindo deste modo que as bolhas de vapor se formem no ponto de ebulição normal.

EBULIOSCOPIA: ou ebuliometria estuda a elevação do ponto de ebulição. Um líquido começa a ferver quando à temperatura na qual sua pressão de vapor é igual à pressão atmosférica. A pressão de vapor de uma solução a cada temperatura dimínui, como resultado da presença de um soluto e, assim, é necessário aquecer a solução a uma temperatura mais alta, a fim de alcançar seu ponto de ebulição. 

ECODESENVOLVIMENTO: visão moderna do desenvolvimento consorciado com o manejo dos ecossistemas, procurando utilizar os conhecimentos já existentes na região, no âmbito cultural, biológico, ambiental, social e político, evitando-se assim a agressão ao meio ambiente.

ECOSSISTEMA: ou sistema ecológico é qualquer unidade que inclua todos os organismos em uma determinada área, interagindo com o ambiente físico, de tal forma que um afluxo de energia leve a uma estrutura trófica definida, diversidade biológica e reciclagem de materiais - troca de materiais entre os componentes vivos. É a unidade básica da ecologia.

ECSTASY: 3,4 metilenodioxi-N-metanfetamina. A droga foi sintetizada e patenteada em 1912 (Laboratórios Merck), mas só foi utilizada no final dos anos sessenta, quando o professor da Universida-de de Berkeley, Alexander Shulgin, começou a utilizá-la como um auxiliar psicoterápico. Tal modo de uso foi proibido durante os anos setenta. A partir daí, o ecstasy ganhou as ruas, para se tornar popular a partir de meados dos anos oitenta, dentro das raves. O primeiro relato de morte atribuído à substância apareceu em 1987.

EDTA: ácido etilenodiaminotetracético (C10H16N2O8).
Massa molar: 292,2 g.mol-1
Densidade: 0,86 g.cm-3
Ponto de fusão: 237 oC a 245oC
É usado como descolorante para cabelos; pode ser também utilizado na fabricação de pães e derivados na indústria alimentícia. Também é usado durante tratamento endodôntico por ter uma função quelante e retirar íons cálcio (Ca2+). Essa afinidade com o cálcio, faz com que seja também utilizado como anticoagulante.
É usado para análise de dureza da água e na agricultura como estabilizante de micronutrientes.
É também usado em Microscopia Eletrônica para contrastar o DNA e descontrastar o RNA.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: conjunto de ações educativas voltadas para a compreensão da dinâmica dos ecossistemas, considerando efeitos da relação do homem com o meio, a determinação social e a variação/evolução histórica dessa relação. Visa preparar o indivíduo para integrar-se criticamente ao meio, questionando a sociedade junto à sua tecnologia, seus valores e até o seu cotidiano de consumo, de maneira a ampliar a sua visão de mundo numa perspectiva de integração do homem com a natureza.

EDULCORANTES: é uma substância orgânica artificial, não glicídica, capaz de conferir sabor doce aos alimentos.

EFEITO CORONA: é a geração espontânea de ozônio, devido à descarga de fios condutores de alta tensão para o ar. O fenômeno passa a ser digno de nota quando as tensões envolvidas ultrapassam 1000V. O ozônio assim gerado pode degradar os isolantes plásticos presentes.

EFEITO DO ÍON COMUM: é a mudança no equilíbrio, causado pela adição de um composto que possui um íon em comum com as substâncias dissolvidas.

EFEITO ESTUFA: é uma das mais graves agressões humanas à natureza está ocorrendo na atmosfera. Nela, ocorre um fenômeno natural de manutenção do calor da Terra denominado Efeito Estufa.
Esse efeito é determinado por quantidades muito pequenas de certos gases normalmente presentes na atmosfera. O dióxido de carbono (CO2), os clorofluorcarbonos (CFC), o metano (CH4) e o dióxido de nitrogênio (NO2) respondem juntos por 88% do efeito estufa. O suplementar, que não pode ser precisamente quantificado, é causado pelo ozônio (O3) e pelo vapor d’água troposféricos. Os clorofluorcarbonos, CFCs, produzidos pela indústria química, são poderosos gases com efeito estufa. Eles também reagem com o ozônio troposférico, destruindo, dessa forma, a camada de ozônio. Como um dos principais gases que causam o efeito estufa, é importante destacar o papel desempenhado pelo CO2, também chamado de gás carbônico, que é emitido em grandes quantidades para a atmosfera por duas principais atividades humanas:
1) a queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás natural)
2) a destruição e queima das florestas.
Esses dois processos de queima são chamados de combustão. Nela, o carbono, que é o principal constituinte da madeira e dos combustíveis fósseis, se combina com o oxigênio do ar, produzindo o CO2.

EFEITO FOTOELÉTRICO: consiste na emissão de elétrons de átomos de metais quando sobre eles se faz incidir radiação electromagnética com energia suficiente para ionizar os átomos.

EFEITO INDUTIVO: o efeito de um grupo ou áto-mo de um composto em atrair elétrons na sua direção, radicais elétron-atraentes, ou em repelilos, radicais elétronrepelentes. Os efeitos indutivos podem ser usados para explicar alguns aspectos de reações e acidez de alguns compostos orgânicos.

EFEITO TYNDALL: é um efeito óptico de turbidez provocado pelas partículas de uma dispersão coloidal. Foi observado pela primeira vez por Michael Faraday em 1857 e, posteriormente, investigado pelo físico inglês John Tyndall. Esse efeito é o que torna possível, por exemplo, observar as partículas de poeira suspensas no ar por meio de uma fenda luminosa, observar gotículas de água que formam a neblina por meio do farol do carro ou, ainda, observar o feixe luminoso de uma lanterna por meio de um recipiente contendo gelatina.

EFERVESCER: a saída de gás de uma solução na forma de bolhas.

EFLORESCÊNCIA: um processo pelo qual um composto hidratado cristalino perde água, for-mando um depósito em pó nos cristais.

EFLUENTES: são dejetos líquidos ou gasosos, emitidos por indústrias, aterros ou residências. Os efluentes necessitam de tratamento especial antes de serem lançados nos rios, no mar, no solo ou no ar.

EFUSÃO: processo pelo qual um gás, em baixas pressões, escapa do compartimento de um recipiente a outro, atravessando um pequeno furo.

EINSTÊNIO (Es): um elemento transurânico, radiativo, metálico que pertence aos actínios.

ELASTICIDADE: propriedade que possuem os corpos de tomarem a forma e o volume primitivos, tão logo cesse a causa que os deformou.
ELASTINA: é a principal responsável pela ade-são da epiderme à derme, assim como pela resistência e elasticidade da pele. Cabe a ela fazer com que esta retorne à sua posição inicial após ter sido distendida e impedir a formação das rugas, a flacidez, a deformação da silhueta do corpo etc. As únicas diferenças estruturais entre a elastina e o colágeno são as duas proteínas fixas a cada uma de suas extremidades, que é o que lhe confere a elasticidade.

ELASTOMERO: uma borracha natural ou sintética ou material borrachoso, que tem a possibilidade de sofrer deformações devido à ação de uma força e recuperar a sua forma original quando se retira a força. Utilizados em várias aplicações, como encapsulamentos eletrônicos, amortecedores, sapatas de equipamentos, revestimentos antiderrapantes e resistente à abrasão, tubos e dutos, revestimentos de etiquetas, blocos de modelação, etc..

ELEMENTOS: um elemento é uma substância na qual todos os átomos tem o mesmo número de prótons em seu núcleo, ou seja, formado por átomos iguais, que não pode ser decomposta em algo mais simples por uma reação química. Cada elemento recebe um nome e um símbolo e eles se combinam em uma proporção fixa para formar os compostos.

ELEMENTOS ARTIFICIAIS: esses elementos químicos não existem na natureza - são obtidos pelos cientistas por meio de reações nucleares, chamadas de transmutação, realizadas nos aceleradores de partículas, dispositivos nos quais partículas eletricamente carregadas (alfa, beta, prótons, íons) adquirem velocidades altíssimas e se chocam contra "átomos-alvo". Um destes aceleradores de partículas é um túnel magnético de 7 kilometros de comprimento.
Justamente por serem artificialmente sintetizados pelo ser humano é que tais elementos são denominados sintéticos ou artificiais.
Os elementos químicos que possuem números atômicos maiores que o urânio (Z=92) são chamados de elementos transurânicos e artificiais.
Dos elementos que possuem número atômico menor que o urânio, denominados elementos cisurânicos, apenas quatro são artificiais. São eles o tenécio (Tc), promécio (Pm), astato (At) e o frâncio (Fr).

ELEMENTO E SAÚDE: os elementos fundamentais da vida são: hidrogênio, pois o hidrogênio é encontrado nos ácidos, na água e na maioria dos compostos orgânicos do nosso corpo;
oxigênio é o mais abundante elemento, em massa, na terra. É essencial para a respiração e necessário para a obtenção de energia a partir do alimento que você come; carbono é provavelmente o elemento mais fundamental porque toda a vida vegetal e animal está baseada nele, ou seja, nos compostos orgânicos que tem como condição a presença de carbono;
nitrogênio é um gás que forma quatro quintos do nosso ar em volume. Através do ciclo do nitrogênio, o gás nitrogênio da atmosfera é convertido a formas essenciais para a vida de todas as células vivas. É encontrado em proteínas e enzimas;
fósforo, um não metal sólido, é um componente chave dos genes, do cérebro e do tecido nervoso. Seus átomos são necessários para a transferência de energia no corpo;
enxofre, um sólido amarelo na sua forma elementar, é necessário para a estrutura e função de muitas proteínas. Estes seis elementos são os elementos fundamentais da vida e estão presentes em todos os seres vivos. São os blocos de construção para quase todas as substâncias químicas presentes em nosso organismo.

ELEMENTOS ORGANÓGENOS: são os principais átomos que formam os compostos orgânicos. Carbono, Hidrogênio, Oxigênio e Nitrogênio, são responsáveis por mais de 2 milhões de substâncias diferentes, enquanto os outros, cerca de 100 elementos, formam poucas centenas de milhares de substâncias distintas.

ELEMENTOS REPRESENTATIVOS: elementos pertencentes aos grupos 1, 2 e 13 a 17 com sua camada mais externa incompleta.

ELEMENTOS SEMICONDUTORES: elementos que em geral não podem conduzir a corrente elétrica, mas sua condutividade aumenta consideravelmente quando aumentamos a temperatura, ou ao se adicionar certas impurezas.

ELETRICIDADE ESTÁTICA: a eletrificação de certos materiais pelo atrito, fenômeno que hoje chamamos de eletricidade estática, foi inicialmente descrito na antiguidade grega, pelo filósofo Tales de Mileto. Este tipo de eletricidade se explica como um acúmulo de carga elétrica positiva ou negativa em um dado material, em conseqüência de um desequilíbrio de cargas decorrentes de remoção ou acréscimo de elétrons. Este fenômeno pode ser observado, por exemplo, quando atritamos âmbar com a lã, gerando uma atração sobre corpos leves como o papel e a cortiça.

ELETROCROMISMO: é o fenômeno de alteração de coloração induzido em alguns materiais por processos eletroquímicos reversíveis. Um dispositivo eletrocrômico é essencialmente uma célula eletroquímica na qual o eletrodo eletrocrômico é separado do contraeletrodo por um eletrólito líquido ou sólido e a mudança de coloração ocorre pela carga/descarga da célula eletroquímica quando uma pequena diferença de potencial é aplicada. Um dispositivo eletrocrômico é utilizado comercialmente em embalagens de pilhas alcalinas para avaliar a carga da bateria e em espelhos retrovisores de automóveis para evitar o ofuscamento do motorista.

ELETRODEPOSIÇÃO: é um processo onde cátions metálicos solúveis de um eletrólito são reduzidos a átomos metálicos insolúveis que ficam depositados na forma de uma fina camada sobre a superfície de um objeto metálico que é colocado na posição do cátodo. Muitos itens são submetidos à eletrodeposição, desde colheres a carrocerias de veículos.

ELETRODO: condutor metálico ou de grafite imer-so em solução aquosa composta por íons. A corrente entra e sai de um sistema através do eletrodo.

ELETRODO NEGATIVO: se uma pilha é conectada como parte de um circuito, os elétrons são liberados através do eletrodo negativo.

ELETRODO POSITIVO: a corrente elétrica gerada por uma pilha, após percorrer um circuito, retorna à pilha pelo eletrodo positivo.

ELETROFORESE: denominação do fenômeno em que uma dispersão coloidal é submetida à ação de um campo elétrico, fazendo com que as partículas dispersas se dirijam para um dos pólos. Este fenômeno também ocorre com os aminoácidos dissolvidos na água.

ELETRÓLISE: é a decomposição (ou alteração de composição química) que uma corrente elétrica provoca ao percorrer um eletrólito. O fenômeno passa-se na superfície dos condutores metálicos (eletrodos) através dos quais a corrente entra e sai da solução eletrolítica. O eletrodo que conduz a corrente para a solução é o ânodo; o outro, através do qual a corrente abandona o eletrólito, é o cátodo. O primeiro tem um potencial elétrico mais elevado (o positivo) que o segundo (o negativo). O conjunto dos eletrodos e do recipiente destinado à eletrólise é a cuba eletrolítica. É usada industrialmente para produzir alumínio e magnésio; para extrair metais de seus sais; para preparar cloro, flúor, e hidróxido de sódio; para refinar cobre e em processos de recobrimento de superfícies com metais (eletrodeposição).

ELETRÓLISE IGNEA: é com o material fundido e não em solução aquosa.

ELETRÓLITO: uma substância que se dissolve para dar uma solução que conduz eletricidade. Um eletrólito forte é uma substância que está completamente ionizada em solução. Um eletrólito fraco é uma substância molecular que está somente parcialmente ionizada em solução. Um não eletrólito não se ioniza em solução.
Exemplos: NaCl é um eletrólito forte. CH3COOH é um eletrólito fraco; C6H12O6  é um não eletrólito.

ELÉTRON: partícula negativamente carregada. Um elétron é uma partícula que se move em uma trajetória ao redor do núcleo de um átomo. Essa trajetória chama-se órbita. Os elétrons em um átomo são dispostos em camadas.
Cada camada contém elétrons que orbitam à mesma distância do núcleo. Os elétrons têm carga elétrica negativa. Eles compensam com igual número de prótons, que têm carga positiva. Isso faz com que o átomo todo seja eletricamente neutro. Se um átomo ganha ou perde elétrons, o equilíbrio se desfaz, e ele torna-se um átomo carregado, ou íon. 

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