quarta-feira, 7 de maio de 2014

TERMOS - LETRAS Da => De

DALTON, JOHN: químico inglês (1776-1844), que em 1803, propôs a teoria atômica, sugerindo que cada elemento tem seu próprio tipo de átomo. Quando diferentes tipos de átomos são combinados, formam-se os compostos.

DALTON, LEI: a pressão total de uma mistura de gases ou de vapores é igual à soma das pressões parciais dos seus componentes, ou seja, à soma das pressões que cada composto exerceria, se apenas ele estivesse presente e ocupasse o mesmo volume da mistura de gases. Rigorosamente falando, o princípio é apenas válido para gases ideais.  Um teste como exemplo: na primeira etapa do processo industrial de obtenção do ácido nítrico, a amônia reage com o oxigênio a 850oC, na presença de catalisador adequado. Ocorrendo a seguinte reação:

             4NH3(g)  +  5O2(g) => 4NO(g)  +  6H2O(g)

Sabendo-se que, num determinado instante, a pressão parcial de cada gás é:
pNH3 = 1,05atm;  pO2 = 1,32atm;
pNO = 1,05atm;   pH2O = 1,58atm.

Qual será a pressão total do sistema? 

Pressão total=1,05 + 1,32 + 1,05 + 1,58 = 5atm

DARMSTADTIO (Ds): novo elemento que ocupa a 110a posição na tabela, no mesmo grupo do Níquel, Paládio e Platina. O nome é uma referência a Darmstadt, na Alemanha, onde cientistas obtiveram, em 1994, alguns poucos átomos do metal.
É um elemento artificial obtido a partir do bombardeio de um alvo de Chumbo com um feixe de Níquel, conforme a equação: 208Pb + 62Ni => 269Ds + 1n presumivelmente sólido a 25oC, cor provável prateada, variando entre branco e cinza. 

DATAÇÃO DE ÁRVORES: chamada dendrocronologia, é uma técnica de datação absoluta que usa os anéis de crescimento das árvores. Depende do fato de árvores de uma mesma região apresentarem um padrão característico no crescimento de anéis como conseqüência das condições do clima. Logo, é possível corresponder uma data definida para cada anel nas árvores vivas e usar os padrões dos anéis para datar fósseis de árvores ou espécies de madeira, com períodos de vida que se sobrepõem aos das árvores vivas. O pinheiro bristlecone, que pode viver até 5000 anos, tem sido usado para datar espécies com mais de 8000 anos. Espécies fósseis que foram datados com precisão permitem fazer correções às técnicas de datação por carbono. A dendrocronologia é também útil no estudo das condições de clima do passado. A análise de vestígios de elementos em secções do anel também pode fornecer informações sobre a poluição atmosférica do passado.  

DATAÇÃO POR CARBONO: um método para estimar a idade de espécimes arqueológicas de origem biológica. Como resultado da radiação cósmica, um pequeno número de núcleos de nitrogênio atmosféricos estão continuamente se transformando, por bombardeamento de nêutrons, em núcleos radioativos de carbono-14. Alguns destes átomos de carbono radioativo aparecem nas árvores e em outras plantas na forma de dióxido de carbono como resultado da fotossíntese. Quando a árvore é cortada a fotossíntese para e a razão entre os átomos de carbono radioativo e os átomos de carbono estáveis começa a diminuir à medida em que o carbono radioativo decai. A proporção carbono radioativo e carbono estável no espécime pode ser medida e permite que se calcule o tempo que decorreu desde que a árvore foi abatida. O método tem apresentado resultados consistentes para espécimes até 40.000 anos de idade, apesar da sua exatidão depender de hipóteses sobre a intensidade da radiação cósmica no passado.

DATAÇÃO COM CARBONO-14; HISTÓRIA: o homem, na tentativa de melhor compreender os mistérios da vida, sempre lançou mão de seus conhecimentos científicos e/ou religiosos. A datação por carbono quatorze é um belo exemplo da preocupação do homem em atribuir idade aos objetos e datar os acontecimentos. Em 1946 a Química forneceu as bases científicas para a datação de artefatos arqueológicos, usando o carbono-14. Esse isótopo é produzido na atmosfera pela ação da radiação cósmica sobre o nitrogênio, sendo posteriormente transformado em dióxido de carbono. Os vegetais absorvem o dióxido de carbono e, através da cadeia alimentar, a proporção de carbono-14 nos organismos vivos mantém-se constante. Quando o organismo morre, a proporção de carbono-14 nele presente diminui, já que, em função do tempo, se transforma novamente em nitrogênio-14. Sabe-se que, a cada período de 5730 anos, a quantidade de carbono-14 reduz-se a metade.

DATAÇÃO POR FISSION-TRACK: um método para estimar a idade do vidro e de outros objetos minerais irradiando os objetos com nêutrons e depois da irradiação é possível estimar o tempo que passou desde que o objeto foi solidificado.

DATAÇÃO POR POTÁSSIO-ARGÔNIO: uma técnica de datação para certas rochas que depende do decaimento do radioisótopo de potássio-40 e argônio-40, um processo com uma meia vida de cerca de 1,27 .1010 anos. Estima-se a massa de argônio-40 e de potássio-40 na amostra e a amostra é então datada.

DATAÇÃO QUÍMICA: uma técnica de datação ab-soluta que depende da determinação da composição química de uma espécie. A datação química pode ser usada quando se sabe que a espécie sofre alterações químicas lentamente a uma velocidade conhecida. Por exemplo, o fosfato, existente em ossos enterrados, é lentamente substituído por íons fluoreto, provenientes da água do solo. Medidas da proporção de flúor presente dão estimativa grosseira do tempo em que o osso esteve enterrado. Um outro método, mais exato, liga-se ao fato dos aminoácidos nos organismos vivos serem isômeros ópticos. Depois da morte, estes racemizam  e a idade dos ossos pode ser estimada por medição da quantidade relativa de aminoácidos dextrógiros e levógiros presentes.

DATAÇÃO POR RUBÍDIO-ESTRÔNCIO: um método de datar espécies geológicas, baseado no decaimento do radioisótopo rubídio-87 no isótopo estável estrôncio-87. O rubídio natural contém 27,85% de rubídio-87, que tem uma meia vida de 4,7 .1010 anos. A razão entre os radioisótopos numa espécie dá uma estimativa da sua vida (até vários milhares de milhões de anos).

DATAÇÃO POR URÂNIO-CHUMBO: um conjunto de métodos de datação de certas rochas que depende do decaimento do radioisótopo urânio-238 em chumbo-206 (meia vida 4,5 .109anos) ou no decaimento de urânio-235 em chumbo-207 (meia vida 7,1 .108 anos). Uma forma de datação por urânio-chumbo depende da medição da proporção da quantidade de hélio aprisionado na rocha em relação à quantidade de urânio presente.
Um outro método para determinar a idade de rochas é medir a proporção de chumbo radiogênico presente em relação ao chumbo não radiogênico.
Estes métodos fornecem resultados confiáveis para idades da ordem 107 a 109 anos.  

DDT: Dicloro Difenil Tricloro etano, pó branco, empregado como inseticida, cuja utilização pela primeira vez foi feita em 1942, na Suíça, em combate a uma peste ocorrida com o trigo. Este composto é obtido do tricloro etanal reagindo com cloreto de fenila em presença de ácido sulfúrico a quente.

DEBYE: uma unidade de momento dipolar elétrico no sistema C.G.S. usada para exprimir momentos dipolares de moléculas. Este momento dipolar tem valor diferente de zero quando a molécula for polar.

DECA (da): um prefixo usado no sistema métrico para exprimir dez vezes.
Exemplo, 10 coulomb = 1 decacoulomb = 1daC

DECAHIDRATADO: um composto cristalino hidratado contendo dez moléculas de água de cristalização por molécula do composto.

DECAIMENTO-PARTÍCULA ALFA: a quebra do núcleo de um átomo instável resulta na liberação de uma partícula composta de dois pró-tons e dois nêutrons – uma partícula alfa. Durante o decai-mento alfa, o número atômico do núcleo se reduz de 2 unidades e a massa atômica de 4 unidades. 

DECAIMENTO-PARTÍCULA BETA: a quebra do núcleo de um átomo instável resulta na liberação de um elétron em alta velocidade. Esse elétron é chamado de partícula beta. Durante o decaimento beta, o número atômico aumenta de uma unidade porque um nêutron transformou-se em próton para liberar um elétron.
A massa atômica continua inalterada.

DECAIMENTO RADIOATIVO: quando o núcleo de um átomo decai, ele emite raios alfa ou beta, e às vezes raios gama. Os raios alfa são os mais fracos e podem ser bloqueados por papel. Os raios beta atravessam o papel, mas não uma folha de alumínio. Os raios gama passam pelos dois, mas não atravessam um bloco de chumbo.

DECALINA (C10H18): composto utilizado como solvente, na preparação de pomadas para calçados. É obtido do naftaleno por hidrogenação catalítica total.

DECANTAÇÃO: processo de separação dos componentes de um sistema heterogêneo sólido-líquido, sólido-gasoso ou líquido-líquido, onde o componente mais denso, sob a ação da gravidade, se deposita naturalmente.

DECIMOLAR: deci é um prefixo usado no sistema métrico para exprimir um décimo.
Por exemplo, decimolar = 0,1 molar.

DECOMPOSIÇÃO: uma reação química na qual um composto se separa em compostos mais simples ou em elementos.

DECRIPITAÇÃO: um barulho de estalidos produzido quando se aquecem certos cristais, devido a alterações na estrutura resultante da perda de água de cristalização.

DEFORMAÇÃO: variação no comprimento que um corpo experimenta quando tracionado em uma direção por ação de uma força.

DEFORMAÇÃO PLÁSTICA: deformação permanente. Uma vez cessados os esforços o material não volta à sua forma original.

DEFORMAÇÃO ELÁSTICA: deformação não permanente. Uma vez cessados os esforços o material volta à sua forma original. 

DEFUMAÇÃO: é uma arte utilizada há séculos com a finalidade de agregar características sensoriais típicas aos alimentos, especialmente à carne e seus derivados. Além disto, esta técnica tem como finalidade uma melhor preservação dos alimentos, uma vez que a fumaça possui propriedades químicas bactericidas /bacteriostáticas. Apesar dos equipamentos utilizados hoje em dia possuírem micro-processadores com alta definição em termos de controle de umidade relativa e temperatura, necessários para uma melhor padronização do processo de defumação, estes sistemas ainda estão sujeitos a variações inerentes à fonte de madeira e às condições climáticas presentes durante o cozimento de defumados. As operações utilizando as fumaças líquidas naturais têm demonstrado ser uma excelente alternativa à defumação tradicional. A facilidade de aplicação, bem como uma melhor uniformidade na cor e sabor obtidos, tem levado diversas indústrias a optar pela utilização deste tipo de tecnologia, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. Além disto, o uso das fumaças líquidas elimina diversos inconvenientes do processo tradicional, como por exemplo a manipulação da serragem, limpeza de estufas, longos períodos de cozimento e emissão de gases ao meio ambiente. Tais produtos são ainda extremamente seguros, uma vez que os componentes nocivos presentes na fumaça obtida tradicionalmente, como o alcatrão e o benzopireno, são extensamente removidos no processo de produção da fumaça líquida natural.

DEGRADAÇÃO: um tipo de reação química orgânica na qual um composto é convertido num composto mais simples por etapas.

DEGRADAÇÃO AMBIENTAL: termo usado para designar alterações adversas, resultantes da atividade humana no ambiente e que podem causar desequilíbrio e destruição, parcial ou total, dos ecossistemas.

DELIQUESCÊNCIA: uma substância deliqüescente, como o cloreto de cálcio, absorve vapor de água do ar. Primeiro torna-se úmida e depois vira líquido, formando uma solução altamente concentrada.

DEMANDA QUÍMICA DE OXIGÊNIO(DQO):  a Demanda Química de Oxigênio, identificada pela sigla DQO, avalia a quantidade de oxigênio dissolvido (OD) consumido em meio ácido que leva à degradação de matéria orgânica, sendo essa biodegradável ou não. É neste ponto que ela se diferencia da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), onde é medida a quantidade de oxigênio necessária para ocorrer a oxidação da matéria orgânica biodegradável.
A resistência de substâncias aos ataques biológicos levou à necessidade de fazer uso de produtos químicos, sendo a matéria orgânica nesse caso oxidada mediante um oxidante químico. Esse método é mais rápido que o da DBO, tem duração de 2 a 3 horas enquanto que o outro equivale ao tempo de cinco dias. A DQO é muito importante no controle de efluentes industriais.
Em geral, é usado nesse método o bicromato de potássio a quente, e para águas destinadas ao abastecimento público utiliza-se o permanganato de potássio.

DEMÓCRITO: filósofo grego (460aC a 370aC), acreditava que as substâncias existentes são  diferentes porque são feitas de diferentes tipos de pequenas partículas. Ele chamou estas partículas de átomos.

DENSIDADE ABSOLUTA: ou massa específica de uma substância é o volume ocupado por uma massa fixa da substância.

DENSIDADE ELETRÔNICA: proporciona a probabilidade de que um elétron se encontre em uma região particular do átomo. As regiões com alta densidade eletrônica representam uma probabilidade alta de localizar um elétron, caracterizando um pólo negativo.

DENSIDADE DE UMA SOLUÇÃO: é a relação entre a massa da solução e o volume ocupado por esta solução.

DENSIDADE RELATIVA: é a comparação da massa específica de uma substância com a de uma outra substância. No caso de sólidos e líquidos, a densidade relativa é tomada em relação à água. No caso de gases, a densidade relativa é tomada em relação ao ar ou hidrogênio.

DENSIDADE DAS LIGAS METÁLICAS: é a média ponderada das densidades de cada metal, ou seja, é a soma dos produtos da densidade pela quantidade de cada metal na liga, dividida por 100.
Certas ligas estanho-chumbo com composição específica forma um eutético simples, o que significa que uma liga com essas características se comporta como uma substância pura, com um ponto de fusão definido, no caso 183oC. Essa é uma temperatura inferior mesmo ao ponto de fusão dos metais que compõem esta liga (o estanho puro funde a 232ºC e e o chumbo puro a 320oC), o que justifica sua ampla utilização na soldagem de componentes eletrônicos, em que o excesso de aquecimento deve sempre ser evitado. 
Uma liga metálica eutética com 64% de estanho e 36% de chumbo apresentará que densidade.
As densidades do estanho e do chumbo são 7,3 g/mL e 11,3 g/mL, respectivamente.
Cálculo da densidade da liga.

Leitura percentual: estanho 64% significa que em cada 100 partes da liga 64 partes são de estanho.

Leitura percentual: chumbo 36% significa que em cada 100 partes da liga 36 partes são de chumbo.
(64 x 7,3  +  36 x 11,3) / 100 = 8,74 é a densidade da liga
DEPENDÊNCIA QUÍMICA: qualquer substância psicoativa, ou seja, qualquer droga que altere o comportamento e que possa causar dependência (álcool, maconha, cocaína, crack, medicamentos para emagrecer à base de anfetaminas, calmantes indutores de dependência ou “faixa preta” etc.). A dependência se caracteriza por o indivíduo sentir que a droga é tão necessária (ou mais!) em sua vida quanto alimento, água, repouso, segurança. 

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