quarta-feira, 7 de maio de 2014

TERMOS - LETRAS Ca => Cd

CABELO: é feito de alfa-queratina, uma proteína formada por cadeias de aminoácidos entre os quais predomina glicina e leucina, com uma meia dúzia de outros aminoácidos também importantes. Vários dos ácidos têm grupos laterais volumosos, como a leucina e alguns contém átomos de enxofre. A cor dos cabelos negros, castanhos e loiros deve-se a várias concentrações de melanina. O cabelo ruivo é colorido por um pigmento baseado em ferro, tal como o sangue e a ferrugem. O branqueamento do cabelo é usualmente um ataque aos compostos responsáveis pela sua cor – quase sempre conseguido com soluções diluídas de peróxido de hidrogênio, que oxida as moléculas. O brilho do cabelo é a sua capacidade de refletir luz. Alguns preparados alcalinos para o cabelo e xampus removem íons hidrogênio das moléculas de queratina e portanto alteram a sua distribuição de cargas elétricas. Em conseqüência, essas moléculas e as microfibrilas enrolam-se mais fortemente e tornam-se mais reflexíveis, intensificando seu brilho. Condicionadores de cabelo incluem substâncias iônicas (derivados orgânicos do nitrogênio) que se ligam às fibras e modificam a sua carga elétrica. Isso aumenta a repulsão elétrica entre fios de cabelo, que se aproximam; como os fios não podem grudar-se, o cabelo parece mais encorpado. 

CABELOS VERDES: na maioria das vezes, a mudança na cor dos cabelos é voluntária, mas ela pode também ocorrer involuntariamente. Uma alteração involuntária pode ocorrer com a exposição prolongada ao sol, que pode clarear  os cabelos. Outra alteração é o aparecimento de uma coloração esverdeada nos cabelos de frequentadores de piscina, pois nessa água é acrescentado cloro para combater a proliferação de microorganismos que podem ser nocivos à saúde. O fator responsável por essa mudança é a combinação da água clorada da piscina com algicidas que contêm íons cobre. Essa cor esverdeada produzida pelos íons cobre desaparece gradualmente com a lavagem dos cabelos. 

CACHACINHA BOA ESTA: a fabricação da cachaça artesanal de qualidade é um ritual de paciência e capricho. Um processo que faz brotar nos peque-nos alambiques aguardentes mais redondas, encorpadas, de forma lenta e meticulosa. O processo inicia com o corte da cana separando o broto; na moenda, movida pela roda d’água, eletricidade ou tração animal, extrai-se o caldo da cana; nos cochos de fermentação o caldo fica por até 36 horas e, naturalmente, se transforma em “vinho de cana”; o vinho de cana é colocado no alambique de cobre, aquecido por fogo brando; com a fervura o vapor sobe, é resfriado na serpentina e transforma-se em cachaça e finalmente, a cachaça vai para os barris de envelhecimento, onde o sabor é aprimorado.

CADEIA CARBÔNICA: é uma sequência de átomos de carbono ligados entre si por ligações covalentes; se as ligações forem todas simples a cadeia será classificada como saturada. Agora, se na cadeia tivermos uma única ligação covalente, dupla ou tripla, a cadeia será classificada como insaturada.

CADINHO: dispositivos de ferro, chumbo, platina ou porcelana usados em análises gravimétricas para fundir substâncias ou misturas por aquecimento a seco e muito intenso. Pode ser levado diretamente à chama do bico de Bunsen.

CÁDMIO (Cd): um metal azulado e macio pertencente ao grupo 12. O cádmio é usado em ligas com baixos pontos de fusão para fabricar soldas, em baterias Ni-Cd em ligas para mancais, e em eletrogalvanização. Os compostos de cádmio são usados como revestimentos fosforescentes nos tubos de televisão. O cádmio e os seus compostos são extremamente venenosos em baixas concentrações, por isso, é necessário tomar grandes precauções quando se usam soldas ou quando há liberação de gases.

CAFÉ: possui apenas 1 a 2,5% de cafeína e diversas outras substâncias em maior quantidade. E estas outras substâncias podem até ser mais importantes do que a cafeína para o organismo humano. O grão de café (café verde) possui além de uma grande variedade de minerais como potássio (K), magnésio (Mg), cálcio (Ca), sódio (Na), ferro (Fe), manganês (Mn), rubídio (Rb), zinco (Zn), cobre (Cu), estrôncio (Sr), cromo (Cr), vanádio (V), bário (Ba), níquel (Ni), cobalto (Co), chumbo (Pb), molibdênio (Mo), titânio (Ti) e cádmio (Cd); aminoácidos como alanina, arginina, asparagina, cisteína, ácido glutâmico, glicina, histidina, isoleucina, lisina,metionina, fenilalanina, prolina, serina, treonina, tirosina, valina; lipídeos como triglicerídeos e ácidos graxos livres , açúcares como sucrose, glicose, frutose, arabinose, galactose, maltose e polissacarídeos. Adicionalmente o café também possui uma vitamina do complexo B, a niacina (vitamina B3, PP ou “Pelagra Preventing” do inglês) e, em maior quantidade que todos os demais componentes, os ácidos clorogênicos, na proporção de 7 a 10%, isto é, 3 a 5 vezes mais que a cafeína.

CAFÉ DESCAFEINADO: neste café a cafeína pode ser retirada dos grãos verdes de café, antes de eles serem torrados. Primeiro, são passados no vapor, que traz a maior parte da cafeína para a superfície, e depois a cafeína é separada por dissolução fracionada, ou seja é dissolvida em um solvente específico que a separa dos outros componentes do café e após filtrada. Para ser chamado de descafeínado um café tem de ter mais de 97% de sua cafeína retirada.  

CAFÉ EXPRESSO: é moído mais fino que o de cafeteira que você poderá estar usando em casa. Mas, por outro lado, para aproximadamente a mesma quantidade de pó por xícara, só cerca de 60mL de água entram em contato com o pó, durante a elaboração do expresso, comparados aos cerca de 180mL de água por xícara comum. Além disso, a água fica em contato com o pó durante apenas trinta segundos no processo expresso, e não alguns minutos, como na maior parte dos demais processos. O resultado é que no estabelecimento local de café, você ira provavelmente ingerir menos cafeína na dose única de café expresso.

CAFÉ, HISTÓRIA: não há evidência real sobre a descoberta do café, mas há muitas lendas que relatam sua possível origem. Uma das mais aceitas e divulgadas é a do pastor Kaldi, que viveu na Absínia, hoje Etiópia, há cerca de mil anos. Ela conta que Kaldi, observando suas cabras, notou que elas ficavam alegres e saltitantes e que esta energia extra se evidenciava sempre que mastigavam os frutos de coloração amarelo-avermelhada dos arbustos existentes em alguns campos de pastoreio. O pastor notou que as frutas eram fonte de alegria e motivação, e somente com a ajuda delas o rebanho conseguia caminhar por vários quilômetros por subidas infindáveis. Kaldi comentou sobre o comportamento dos animais a um monge da região, que decidiu experimentar o poder dos frutos. O monge apanhou um pouco das frutas e levou consigo até o monastério. Ele começou a utilizar os frutos na forma de infusão, percebendo que a bebida o ajudava a resistir ao sono enquanto orava ou em suas longas horas de leitura do breviário. Esta descoberta se espalhou rapidamente entre os monastérios, criando uma demanda pela bebida. As evidências mostram que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yemen.

CAFÉ LIOFILIZADO: uma amostra de café fresco recém preparado se congela e se coloca em um recipiente no qual se elimina o ar com uma bomba de vácuo. O vácuo provoca a sublimação da água. Quando a maioria da água é retirada o café liofilizado esta pronto para empacotar. A liofilização tem vantagens importantes sobre os métodos de processamento do café instantâneo – as moléculas responsáveis pelo sabor não são destruídas, como quando o café é secado mediante aquecimento prolongado. O café liofilizado tem maior duração e pesa menos que outras formas de café.

CAFÉ SOLÚVEL: o pó de café é adicionado a água sob agitação iniciando uma dissolução fracionada, o que não é solúvel na água vai para o fundo ou precipita, ou decanta e após é submetido a uma filtração para eliminar a porção insolúvel do pó. A solução restante (água + porção solúvel do pó) é congelada e colocada numa câmara de vácuo. Os cristais de gelo formados sublimam com um leve aumento de temperatura, restando um produto isento de água e com suas propriedades inalteradas, o que não ocorreria caso a água fosse eliminada por fervura. O processo de fabricação do café solúvel têm a ver com o diagrama de fases da água.

CAFEÍNA: é uma molécula nitrogenada, um alcalóide, encontrada nos grãos de café e folhas de chá, é o estimulante do sistema nervoso central mais extensamente usado sem prescrição médica.

CAIAÇÃO: muito antiga é a caiação executada ao se aplicar uma suspensão de cal em água. A cal, óxido de cálcio (CaO), é chamada de cal viva ou virgem. Pela reação com água, se transforma em hidróxido de cálcio, a tinta resultante é uma suspensão aquosa, popularmente chamada de cal extinta ou cal hidratada.

CaO(s) + H2O(l)  => Ca(OH)2(aq)

Uma vez aplicada, a secagem envolve não só a evaporação da água, mas também a reação com gás carbônico do ar atmosférico, formando carbonato de cálcio (CaCO3) mais água. O carbonato de cálcio branco fica aderido à superfície pintada.

Ca(OH)2(aq) + CO2(g) => CaCO3(s) + H2O(l)

CAIAÇÃO E SEUS PROBLEMAS: a cal (óxido de cálcio, CaO), cuja suspensão em água é muito usada como uma tinta de baixo custo, dá uma tonalidade branca aos troncos de árvores. Essa é uma prática muito comum em praças públicas e locais privados, geralmente usada para combater a proliferação de parasitas. Essa aplicação, também chamada de caiação, gera um problema: elimina microrganismos benéficos para a árvore.
A destruição do microrganismo, no tronco de árvores pintadas com cal, é devida ao processo de OSMOSE, pois a cal retira água do microambiente, tornando-o inviável ao desenvolvimento de microrganismos.

CAIPIRINHA: um limão pequeno de casca fina (tai-ti ou galego são os melhores), duas colheres (chá) de açúcar e uma dose de cachaça. Retire as pontas e corte o limão em rodelas bem finas. Coloque o limão e o açúcar em um copo pequeno e, com um socador de madeira, pressione apenas o centro da fruta, sem forçar a casca. Isso, evita a liberação de muito ácido cítrico, contido no sumo da casca, que pode deixar o drinque amargo. Acrescente a cachaça, misture e complete com muito gelo.

CAIXA DE LEITE: é composta por quatro camadas de polietileno (tipo de plástico), uma de papelão e uma de alumínio

CAL APAGADA: ou extinta, é o hidróxido de cálcio – Ca(OH)2  – obtida pela reação de cal virgem com a água:

CaO + H2O => Ca(OH)2

É utilizada no preparo de argamassa para o assentamento de tijolos em construções. Obtém-se argamassa da mistura entre cal extinta, areia e água; em contato com o ar ocorre perda de água, e um endurecimento gradativo pela absorção de gás carbônico, resultando na formação de carbonato de cálcio.

CAL QUEIMADA: quando o calcário, composto basicamente de carbonato de cálcio, CaCO3, é aquecido a temperaturas acima de 800oC, ele se decompõe em dióxido de carbono, CO2 e óxido de cálcio, CaO, esta é conhecida também por cal queimada.

CAL SODADA: mistura de óxido de cálcio (CaO) e hidróxido de sódio (NaOH). Pode ser preparada juntando-se cal viva com uma solução de hidróxido de sódio e, em seguida, seca por aquecimento.

CAL VIRGEM (CaO): cal viva ou óxido de cálcio. Utilizada na preparação da cal apagada: Ca(OH)2 – no branqueamento de tecidos e na fabricação de vidros; empregada em laboratório para secagem de gases (em especial a amônia).

CALCÁRIO: é uma rocha sedimentar composta basicamente por carbonatos, especialmente carbonato de cálcio e magnésio.

CALCEDÔNIA: é um mineral da variedade criptocristalina de quartzo que ocorre com aspecto fibroso. Forma-se pela cristalização da sílica em baixas temperaturas a partir de um hidrogel, muitas vezes em cavidade com dimensões de milímetros a metros, oca ou parcialmente preenchida por minerais. Pode apresentar várias cores que dependem de elementos químicos juntamente floculados e/ou de finas partículas de minerais incluídos. É comum apresentar-se sem cor (cinza) e com brilho graxo.

CALCINAÇÃO: processo de aquecimento de corpos sólidos para provocar sua decomposição, mas sem oxidação pelo ar atmosférico. O calcário (carbonato de cálcio) ao ser calcinado transforma-se em cal viva ( óxido de cálcio) e gás carbônico (dióxido de carbono).

CÁLCIO (Ca): um elemento metálico cinzento e macio pertencente ao grupo 2.
É usado como um absorvedor de gás, em sistemas aspiradores e como desoxidante na produção de ligas não ferrosas. Pode ser ainda utilizado como agente redutor na extração de metais como o tório, zircônio e urânio. O cálcio é um elemento essencial para os organismos vivos, sendo necessário para o seu crescimento e desenvolvimento.

CALCOGÊNIOS: a palavra vem do grego cujo significado é formadores de cobre. Os minérios dos quais o cobre é extraído são compostos formados geralmente pelo cobre e oxigênio ou enxofre, selênio, telúrio, polônio, elementos pertencentes hoje ao grupo 16 da tabela periódica.

CALDA BORDALESA: também conhecida por “Verderame”, é um fungicida que surgiu no século passado, na região de Bourdeaux, na França, para o controle de míldio em videiras. A calda bordalesa resulta da mistura de sulfato de cobre(CuSO4) um sal ácido, com cal virgem(CaO), diluídos em água(H2O). O seu uso é permitido na Agricultura Orgânica por ser o sulfato de cobre um produto pouco tóxico, e, por melhorar o equilíbrio nutricional das plantas.
A preparação mais comum da calda borda-lesa se dá na proporção de 1 parte de cal virgem(CaO) e 1 parte de sulfato de cobre(CuSO4) para 100 partes de água(H2O). A quantidade de cada ingrediente vai depender do volume final de calda pretendido.

CALIFÓRNIO (Cf): um elemento transurânico metálico radiativo que pertence aos actínios. É útil em análises de ativações por nêutrons e potencial-mente útil como uma fonte de radiação em medicina.

CALOMELANO: é o nome comum para o cloreto de mercúrio 1+, Hg2Cl2.

CALOR: é a transferência de energia, geralmente térmica, entre corpos que estão em temperaturas diferentes.

CALOR DE COMBUSTÃO: a energia liberada quando um mol de uma dada substância é completamente oxidada. 

CALOR DE CRISTALIZAÇÃO: a energia liberada quando um mol de uma dada substância cristaliza a partir de uma solução saturada da mesma substância.

CALOR DE DISSOLUÇÃO: a energia liberada ou absorvida quando um mol de uma dada substância é completamente dissolvida num grande volume de solvente.

CALOR DE FORMAÇÃO: a energia liberada ou absorvida quando um mol de um composto se forma a partir dos seus componentes no estado mais estável.

CALOR DE FUSÃO: energia, em quilojoules, necessária para fundir um mol de um sólido.

CALOR DE HIDRATAÇÃO: ou energia de hidratação é a energia liberada, quando moléculas de água se separam uma das outras e são atraídas pelas partículas do soluto que estão solubilizando na água. Note-se que a energia de hidratação realmente compreende tanto a interação solvente-solvente (a energia necessária para afastar as moléculas de água) e a interação solvente-soluto.
Ambas aparecem juntas porque é muito difícil separá-las experimentalmente. Em outras palavras, não podemos hidratar uma partícula sem antes fazer um lugar para ela, do mesmo modo que não podemos afastar as moléculas de água para dar lugar a partícula, se não pusermos ela na água.
CALOR DE NEUTRALIZAÇÃO: é a quantidade de calor liberada na reação entre um mol de cátions hidrogênio (H1+) formados pela dissolução da substância ácida, com um mol de ânions hidróxido (OH1-) formados pela substância básica, ambas em diluição infinita e em determinadas condições de pressão e temperatura.
O calor de neutralização será aproximadamente constante desde que todas as substâncias estejam em situação de diluição infinita e que os ácidos e as bases envolvidas sejam fortes e o sal formado solúvel.

CALOR DE SUBLIMAÇÃO: energia, em quilojoules, necessária para sublimar um mol de um sólido.

CALOR DE VAPORIZAÇÃO: energia, em quilojoules, necessária para evaporar um mol de um líquido.

CALOR ESPECÍFICO: cada substância requer determinada quantidade de calor para que sua temperatura seja elevada de 1oC.  Essa quantidade é o seu calor específico.

CALOR LATENTE: esta propriedade está relacionada com a quantidade de calor necessária para modificar o estado físico de uma substância, alterando a organização entre suas moléculas, aumentando ou diminuindo a energia potencial entre elas. Quanto maior for a massa de uma substância, maior a quantidade de calor que devemos ceder para realizar a mudança de estado, pois também o número de moléculas que interagem é maior.

CALORIA: unidade de medida da energia contida nos alimentos.
1 Cal = 1000cal = 1Kcal = 4.187 joules.
Essas medidas também são fornecidas em quilojoules. Não confundir com a unidade “caloria”, muito usada em termodinâmica. Uma Caloria, com a letra “C” maiúscula, equivale a mil calorias (1 kcal).

CALORÍMETRIA: mede as quantidades de calor trocadas pelos sistemas.

CAMADA DE OZÔNIO: também chamada de ozonosfera, é uma camada da atmosfera terrestre na qual se concentra a maior parte do ozônio atmosférico. Nesta camada a maior parte da radiação ultravioleta solar é absorvida pelas moléculas de ozônio.

CAMADA DE VALÊNCIA: é a camada eletrônica mais externa de um átomo que contém os elétrons que participam geralmente nas ligações químicas.

CAMADA ELETRÔNICA: um conjunto de orbitais em um átomo, no qual se encontram os elétrons. A primeira camada, mais perto do núcleo, contém até dois elétrons em um orbital s. A segunda camada tem um orbital s e três orbitais p, contendo até oito elétrons, enquanto a terceira camada, que adicionalmente apresenta cinco orbitais d, pode conter até 18 elétrons.
Usualmente, as camadas são preenchidas progressivamente da primeira para a mais externa. Dentro de um período, do grupo 1 ao grupo 18, os orbitais vazios da mesma camada são preenchidos. Movendo-se de um elemento do grupo 18 para o elemento seguinte (grupo 1), uma nova camada começa.

CAMPARI: é um bitter alcoólico, feito com água destilada, açúcar e mais 50 ingredientes (folhas, caules, raízes, frutos e flores), numa receita guardada em segredo absoluto. Ainda jovem, Gaspare Campari viajou a Turim para aprender a preparar bebidas finas. Trabalhou como garçon e barman e aproveitava as horas livres para experimentar receitas. Em 1860, de volta a sua terra natal, inaugurou a Fábrica di Campari Gaspare Liquorista. Mas o Campari só apareceu quando Gaspare abriu o Caffè Campari, em 1867.
Seu primeiro nome era Bitter Olanda, porque as bebidas holandesas estavam na moda. Mas os clientes sempre pediam “o bitter do Campari”.

CAMPO MAGNÉTICO: campo de forças que existe ao redor de um corpo magnético ou de um condutor percorrido por corrente elétrica.

CANFORA(C10H16O): substância aromática, extraída da canforeira (Cinnamomum camphora) e que se obtém por oxidação do canfeno. Apresenta-se em massas brancas translúcidas de cheiro peculiar. Pouco solúvel na água, solúvel no álcool, éter e demais solventes orgânicos. Sublimável a 204oC. Primeiramente proveniente de Formosa, onde era extraída pelos nativos, cercada de rituais sagrados, hoje é obtida também sinteticamente. Encontrou grande aplicação na fabricação do celulóide, onde funciona com plastificante da nitrocelulose. Serve como afugentador de traças. Usada ainda, em Medicina como antiespasmódico, sedativo, estimulante, carminativo e antisséptico.

CANINHA INDUSTRIAL: é a bebida com graduação de 38% a 54% (v/v), à temperatura de 20ºC obtida do destilado alcoólico simples de cana-de-açúcar, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro e adicionada de caramelo para correção de cor.
Obs: 54% (v/v) pode significar 540 mililitros de álcool em 1.000 mililitros de bebida.

CAPACIDADE CALORÍFICA: é a quantidade de calor requerida para aumentar a temperatura de uma quantidade dada de substância em um grau Celsius.

CAPELA DE LABORATÓRIO: um equipamento construído e usado para retirar ar do laboratório e para evitar ou minimizar a fuga de contaminantes pelo ar para dentro do laboratório. O sistema consiste de capela, dutos de ar, um exaustor e idealmente um sistema de filtros.

O fluxo de ar recomendado é de 0,5 a 1 metros por segundo, o qual deve ser medido com anemômetro com a capela totalmente aberta, a uns 30 cm da borda, sobre a área de trabalho. Não deve conter tomadas elétricas nem interruptores dentro.

CAPILARIDADE: subida ou queda de um líquido em um tubo fino, de extremidade aberta. Quando um tubo capilar fino, de extremidade aberta, é introduzido em água, ela sobe por ele. Sua superfície forma uma curva côncava chamada menisco. A capilaridade, ou ação capilar, é o resultado da adesão entre a água e vidro, combinada com a tensão superficial no topo da coluna de água. Se o mesmo tubo for imerso em mercúrio, o mercúrio no tubo desce ao invés de subir, formando um menisco convexo. A coesão no mercúrio é mais forte do que sua adesão com o vidro.

CAPROLACTAMA (C6H11NO): uma substância cristalina, branca. É usada quase que exclusivamente para polimerização de nylon-6, e o polímero de nylon-6 é obtido através da polimerização total na presença de água e aditivos estabilizadores. Estes são normalmente utilizados em equipamentos para operações em batelada ou contínua. O processo de operação contínua é mais largamente aplicado por motivos de economia e qualidade do produto. O fio têxtil de nylon-6 é utilizado em vestuários, tanto na forma de fio plano como na forma de fio texturizado. A alta tenacidade, boa resistência à abrasão, boa flexibilidade e elasticidade da fibra, em combinação com excelente estabilidade química e biológica, são fatores que, juntamente com a excepcional  capacidade de pigmentação, são responsáveis pela popularidade do nylon-6 no campo do vestuário, especialmente em roupas íntimas, roupas de dormir, meias masculinas e femininas, camisas, blusas e vestidos.

CÁPSULA DE PORCELANA: recipiente usado na evaporação de líquidos em soluções.

CARAMELO OU AÇÚCAR QUEIMADO: o açúcar de mesa é composto de uma molécula chamada sacarose, com um ciclo glicose, de seis átomos de carbono, ligado por um átomo de oxigênio a um ciclo frutose. Quando se esquenta, esta molécula sofre uma série complexa de decomposições e, como cada molécula possui numerosos átomos de oxigênio, são possíveis rearranjos. As moléculas se quebram, e pequenos fragmentos voláteis, como a acroleína, ou evaporam ou então se dissolvem na massa e lhe dão seu gosto.  

CARATER METÁLICO: quanto maior a eletropositividade maior o caráter metálico. Quanto maior o raio do átomo, menor será a atração do núcleo sobre a última camada e maior será a facilidade desse átomo em doar elétrons.


CARBETOS: ou carbonetos, sais binários de características inorgânicas, contendo carbono, derivado da substituição dos hidrogênios do etino. O mais importante é o carbeto de cálcio, ou carbureto do comércio, CaC2. Outro muito importante é o carbeto de sílicio ou carborundum.

CARBOIDRATOS: é uma classe de moléculas orgânicas que contém carbono, hidrogênio e oxigênio.
Os carboidratos são relacionados com os aldeídos ou com as cetonas e contêm ainda grupos hidroxilas.
Ex: glicose, sacarose, amido.

CARBOMÊROS: também chamado de carboxipolimetileno, são polímeros modificadores reológicos, agente de suspensão e estabilizador de viscosidade nas formulações de géis, cremes, álcool gel e outras suspensões de uso industrial.

CARBONATO DE CÁLCIO (CaCO3): um sólido branco, que é pouco solúvel na água. O carbonato de cálcio decompõe-se por aquecimento, formando-se óxido de cálcio (cal viva) e dióxido de carbono. Ocorre na natureza como os minerais calcita e aragonita. As rochas contendo carbonato de cálcio dissolvem-se lentamente sob a ação de chuvas ácidas (contendo CO2 dissolvido), provocando dureza temporária. No laboratório, o carbonato de cálcio é precipitado, borbulhando dióxido de carbono na solução aquosa de cal viva. O carbonato de cálcio é usado na produção de cal (óxido de cálcio) por aquecimento (decomposição térmica), segundo a reação:

CaCO3 => CaO + CO2

CARBONATO DE SÓDIO (Na2CO3):  é um pó branco, que endurece e se agrega, quando exposto ao ar devido à formação de hidratos. O carbonato de sódio pode ser produzido por cristalização adequada de seus depósitos naturais (trona; natro; ranksita; pirsonita e gailussita). O carbonato de sódio é usado em fotografia, em limpezas, no controle do pH da água, no tratamento têxtil, vidros e como aditivo alimentar.

CARBONETO DE TUGNSTÊNIO (WC): um pó preto, obtido por aquecimento de tungstênio(W) em pó com negro de fumo(C) a 1600oC. É extremamente duro (9,5 na escala de Mohs) e é usado em tintas, em ferramentas de corte e como abrasivo.
Também existe um bicarboneto de tungstênio, W2C.

CARBONILA (C=O): é um grupo funcional formado por um carbono ligado por uma dupla a um oxigênio e dependendo dos outros ligantes ao carbono poderemos ter um aldeído, uma cetona, um ácido carboxílico, um éster ou uma amida.

CARBONIZAÇÃO: transformar um composto orgânico em carbono por aquecimento ou revestir qualquer coisa de carbono.

CARBONO (C): um elemento não metálico do grupo 14 da tabela periódica. O carbono puro apresenta-se na formas principais: diamante e grafite, sendo o diamante muito duro e o grafite um bom condutor de eletricidade e calor. Usado também como lubrificante. Sua maior importância é formar os compostos orgânicos.

CARBONO 14: uma variedade isotópica do carbono.
É produzido na atmosfera pelo bombardeio de raios cósmicos no gás nitrogênio. O carbono 14 é usado em datação por carbono.

CARBONO; ISÓTOPOS: o carbono é encontrado em três formas isotópicas 6C12, 6C13 e 6C14, com diferentes percentuais de abundância na natureza. O isótopo C-14 forma-se na alta atmosfera através da transmutação nuclear causada pela colisão de nêutrons cósmicos com átomos de nitrogênio presentes no ar.

7N14 + 0n1 → 6C14 + 1H1

A incorporação do carbono-14 à atmosfera se dá na forma de CO2(g). Através do processo de fotossíntese, os átomos de C-14 passam a fazer parte dos seres vivos. Descobriu-se que, com a mesma velocidade com que o C-14 se forma na alta atmosfera, desintegra-se por meio de decaimento radioativo liberando radiação beta:

6C14  7N14 + -1β0

t½ = 5.730 anos, tempo de meia vida, ou seja metade da massa se desintegra após 5730 anos.

CARBONO ASSIMÉTRICO: átomo de carbono que possui quatro ligantes diferentes.

CARBONO, ENCADEAMENTO DO: os átomos de carbono têm a propriedade de se ligar entre si formando cadeias pequenas ou grandes com milhares de átomos combinados. Outros elementos também formam cadeias, mas não tão longas e tão variadas com as do elemento carbono.

CARBORUNDO(CSi): é o nome comercial do carboneto de silício, importante abrasivo. Sua dureza está entre 9 e 10 na escala de Mohs.

CARBOXI-HEMOGLOBINA: as pessoas podem morrer envenenadas se no ar inspirado existir monóxido de carbono (CO) em elevada concentração (700 a 800 ppm). Esta substância forma com a hemoglobina a  carboxihemoglobina, transformação que tem maior tendência a ocorrer que a do oxigênio com a hemoglobina. As células podem morrer pela falta do oxigênio.

CARBURANTE: é todo produto químico cuja combustão permite obter energia mecânica em motores térmicos. Etanol anidro, etanol hidratado, gasolina, óleo diesel são alguns exemplos de produtos carburantes.

CARBURETO: ou pedra de carbureto, é um sólido iônico branco acizentado que, em contato com a água, reage imediatamente produzindo gás acetileno (nome usual para o etino) e hidróxido de cálcio. Seu nome oficial é carbeto de cálcio (CaC2), mais conhecido por carbureto de cálcio.

CARCINOGÊNIO: uma substância que pode causar câncer em animais ou humanos.

CAREPA: película de óxido de ferro que se forma na superfície do aço laminado a quente; é removida com sprays de água em alta pressão.

CARGA: produto mineral ou orgânico, geralmente inerte, empregado para assegurar o tipo desejado de apresentação e/ou consistência.

CARGA ELÉTRICA: propriedade de certas partículas ou substâncias que geram forças eletrostáticas. Há dois tipos de carga positiva e negativa. O número de cargas positivas e negativas na matéria é normalmente equilibrado, o que a torna eletricamente nula.

CARGA FORMAL: da uma indicação da extensão da perda ou ganho de elétrons por um átomo no processo da formação da ligação covalente; estruturas com as menores cargas formais são as mais prováveis de terem as menores energias e mais estáveis.

CARGA ORGÂNICA: quantidade de oxigênio necessária à oxidação bioquímica da massa de matéria orgânica que é lançada ao corpo receptor, na unidade de tempo. Geralmente, é expressa em toneladas de DBO (demanda bioquímica de oxigênio) por dia.

CÁRIE DENTÁRIA: ou desmineralização dentária, é o processo que ocorre porque bactérias bucais e monossacarídeos ou dissacarídeos (açúcares) são decompostos por enzimas bacterianas. Estas enzimas produzem ácidos orgânicos, principalmente ácido láctico, que desmineraliza a superfície exposta do esmalte do dente, que é formada principalmente por hidroxiapatia [Ca5(PO4)3OH]. Quando o processo atinge a dentina, a cárie se espalha rapidamente porque a dentina e o cemento têm menor conteúdo mineral.  

CARNE: massa muscular, composta de células alongadas, as fibras musculares, que atingem às vezes 20 centímetros de comprimento. Cada fibra é envolvida por um invólucro de colágeno, e as fibras são reunidas em feixes por outros invólucros de colágeno.

CARNE MATURADA: a carne pode ser amaciada de diversas maneiras. Um pedaço de carne fresca fica mais macio nas semanas que se seguem ao momento em que ela é transformada em carne fresca – para dizer da maneira mais delicada possível. 
Por isso é que a carne é maturada – pendurada em umidade controlada por duas a quatro semanas, a temperatura de cerca de 2oC. Algumas carnes são maturadas rapidamente a 20oC por apenas 48 horas. Mas é claro que toda maturação requer tempo, e tempo é dinheiro, de modo que nem todas as carnes são sequer maturadas rapidamente antes de saírem do frigorífico. A maturação amacia a carne e melhora seu sabor.

CAROTENO (C40H56): é um hidrocarboneto com oito unidades isoprênicas. A característica notável da molécula de caroteno é a sua cadeia de ligações carbono-carbono, simples e duplas. Esse arranjo tem duas conseqüências : a molécula é dura e inflexível, e os elétrons da cadeia estendida estão bastante soltos, podendo ser facilmente excitados por luz de baixa energia. O próprio caroteno absorve luz azul-índigo parecendo, portanto, laranja. Uma outra característica da molécula relevante é que, sendo um hidrocarboneto, é solúvel em gorduras, que lhe fornecem um ambiente também oleoso, mas não em água. O caroteno ocorre nas cenouras, mangas, caqui, creme de leite, manteiga, margarina, gordura das carnes, folhas no outono, grama , tomates, abricós.

CARVÃO: um depósito carbonado castanho ou preto derivado da acumulação e alteração de vegetação antiga, que tem origem principalmente em pântanos e outros ambientes úmidos.

CARVÃO ATIVADO: o carvão vegetal ativado, cujo nome botânico é Carbo activatus, é preparado a partir da queima controlada, com baixo teor de oxigênio, das partes lenhosas de angiospermas, que são árvores não resinosas.
Tal substância é bastante porosa, e possui grande capacidade de captar e reter, em seu interior, substâncias tóxicas, impurezas, micro-organismos e gases oriundos da decomposição alimentar intestinal; de forma rápida. Assim, dentre suas diversas aplicações, o carvão vegetal ativado é bastante utilizado na medicina natural, com o intuito de prevenir ou tratar diversos males, como envenenamento, intoxicações por medicamentos ou alimentos, problemas relacionados ao sistema gastrointestinal (tais como diarreia, desconfortos abdominais, gases, mau hálito, aftas e dores de estômago) e icterícia (por adsorver a bilirrubina).
Algumas fontes indicam, ainda, que o carvão mineral ativado pode auxiliar na restauração óssea em casos de fraturas e osteoporose, na redução da estafa e estresse, e tratamento de tumores e úlceras.
Seu uso é feito, geralmente, a partir da ingestão de cápsulas, ou de seu conteúdo granulado juntamente com água ou outros líquidos. Nesses casos, as substâncias tóxicas, assim como o carvão, são expulsas do organismo juntamente com as fezes. Em outras situações, ele é utilizado externamente, por exemplo, no tratamento de feridas; infecções superficiais, como furúnculos, hordéolos e úlceras provocadas pela varíola; e para adsorver veneno ou outras substâncias tóxicas oriundas de animais como serpentes, escorpiões, aranhas, vespas, abelhas e águas-vivas.

CARVÃO VEGETAL: forma de carbono. O aquecimento da madeira na ausência de ar fornece carvão vegetal, que é praticamente só carbono. É um bom combustível para churrascos.

CARVÃO MINERAL: é uma substância sólida, de origem orgânica resultante da transformação dos restos vegetais soterrados há milhões de anos. Inclui a turfa, a lenhite a hulha e a antracite.

CASCALHO: depósito natural de fragmentos de rochas, arredondados e inconsolidados, consistindo predominantemente de partículas maiores que areia.

CASEÍNA: proteína fosforada e sulfurada, presente no leite e numerosas sementes, com peso molecular de aproximadamente 375.000. Pó granuloso, branco ou amarelo-claro, inodoro e insípido. Insolúvel na água e em outros solventes neutros; facilmente solúvel na amônia e nas soluções de hidróxidos alcalinos, dando soluções opalescentes.

CASSITERITA (SnO2): importante minério de estanho. Dureza entre 6 e 7. Tem brilho metálico e cor cinzenta. É infusível e inatacável pelos ácidos. O minério é reduzido pelo carvão em fornos elétricos para produzir estanho.

CATAÇÃO: processo de separação dos componentes de um sistema sólido-sólido empregado quando as partículas desses componentes são bem distintas e que, deste modo, podem ser separadas com as mãos. Muito usado na separação do lixo urbano.

CATAFORESE: ou eletroforese, é uma técnica para análise e separação de colóides, baseada no movimento  de  partículas coloidais carregadas  negativamente  num  campo  elétrico. É muito usada no estudo de misturas de proteínas, ácidos nucléicos, carbohidratos, enzimas.

CATÁLASE: enzima encontrada nos peroxissomos, presentes no sangue, é responsável pela decomposição dos peróxidos (Ex: H2O2) formados intracelularmente. Como é uma enzima atua como catalisador biológicos, logo aceleram a velocidade das reações.

CATALISADOR: substância que aumenta a velo-cidade de uma reação química sem ser consumido.

CATALISADOR DE CARRO: o catalisador é o nome popular do conversor catalítico, equipamento  instalado no tubo de escape dos veículos a partir  de 1992, com a  finalidade de reduzir os gases tóxicos provenientes da queima dos combustíveis pelos motores. O catalisador consiste de uma colméia cerâmica ou metálica, impregnada de metais preciosos ( paládio, platina e ródio), envolvida em uma manta amortecedora, para proteção contra vibrações e choques, e encapsulada em uma carcaça de aço inoxidável.

CATÁLISE HETEROGÊNEA: ocorre quando o catalisador e reagentes constituem duas ou mais fases (sistema polifásico ou mistura heterogênea).

CATÁLISE HOMOGÊNEA: ocorre quando o catalisador e reagentes constituem uma só fase.

CATECOL (C6H4(OH)2): 1,2- dihidroxibenzeno, um fenol cristalino incolor. Usado como revelador foto-gráfico.

CÁTION: um íon de carga positiva, formado por um átomo neutro ou um ânion que perderam elétrons suficientes para que sobrem prótons na sua estrutura.

CÁTODO: pólo positivo em uma pilha.

CAULIM: também chamado argila, argila branca, bolo branco é o silicato de alumínio hidratado, natural, convenientemente purificado, sem partículas arenosas. È pó branco muito fino, inodoro, de sabor adstringente, insolúvel em água e álcool e quimicamente inerte. Forma uma capa protetora sobre a mucosa intestinal irritada podendo deter a diarréia.

CAVIAR: é produzido principalmente a partir de ovos do peixe esturjão, mas encontra-se, cada vez mais, caviar feito de ovos de salmão e peixe branco.
O maior esturjão, o beluga (não confundir com a baleia beluga), mede quase 5 metros de comprimento e pode pesar até 1000 kg. Isto significa uma enorme quantidade de caviar, já que os ovos representam 15 a 18% do peso deste peixe. Esturjões podem viver até 100 anos. A maior concentração deste peixe fica no Mar Cáspio e no Mar Negro, na Rússia. Os três tipos de caviar de esturjão são: BELUGA: tem os maiores ovos, extraídos do maior esturjão. É preto ou cinza escuro e, apesar do sabor não depender da cor, quanto mais claro, mais caro.
OSETRA: granulação firme, marrom ou leve-mente dourado. Tem sabor mais forte e custa menos do que o beluga.
SEVRUGA: a menor granulação, de todos os caviares, produzido pelo menor esturjão. É o mais macio e alguns especialistas consideram-no o mais saboroso. Custa metade do preço do beluga.

CAVIAR PRENSADO: produzido a partir de ovos de esturjão muito maduros, que tendem a quebrar. O sabor é concentrado.


CAVITAÇÃO: o fenômeno cavitação ocorre em áreas com altas velocidades de fluxos e rápidas mudanças de pressões em tubulação de vapor. Isto causa colapso de bolhas de gás ou vapor projetando forças poderosas na superfície metálica removendo a camada de proteção e desta forma acelerando a corrosão.CABELO: é feito de alfa-queratina, uma proteína formada por cadeias de aminoácidos entre os quais predomina glicina e leucina, com uma meia dúzia de outros aminoácidos também importantes. Vários dos ácidos têm grupos laterais volumosos, como a leucina e alguns contém átomos de enxofre. A cor dos cabelos negros, castanhos e loiros deve-se a várias concentrações de melanina. O cabelo ruivo é colorido por um pigmento baseado em ferro, tal como o sangue e a ferrugem. O branqueamento do cabelo é usualmente um ataque aos compostos responsáveis pela sua cor – quase sempre conseguido com soluções diluídas de peróxido de hidrogênio, que oxida as moléculas. O brilho do cabelo é a sua capacidade de refletir luz. Alguns preparados alcalinos para o cabelo e xampus removem íons hidrogênio das moléculas de queratina e portanto alteram a sua distribuição de cargas elétricas. Em conseqüência, essas moléculas e as microfibrilas enrolam-se mais fortemente e tornam-se mais reflexíveis, intensificando seu brilho. Condicionadores de cabelo incluem substâncias iônicas (derivados orgânicos do nitrogênio) que se ligam às fibras e modificam a sua carga elétrica. Isso aumenta a repulsão elétrica entre fios de cabelo, que se aproximam; como os fios não podem grudar-se, o cabelo parece mais encorpado. 

CABELOS VERDES: na maioria das vezes, a mudança na cor dos cabelos é voluntária, mas ela pode também ocorrer involuntariamente. Uma alteração involuntária pode ocorrer com a exposição prolongada ao sol, que pode clarear  os cabelos. Outra alteração é o aparecimento de uma coloração esverdeada nos cabelos de frequentadores de piscina, pois nessa água é acrescentado cloro para combater a proliferação de microorganismos que podem ser nocivos à saúde. O fator responsável por essa mudança é a combinação da água clorada da piscina com algicidas que contêm íons cobre. Essa cor esverdeada produzida pelos íons cobre desaparece gradualmente com a lavagem dos cabelos. 

CACHACINHA BOA ESTA: a fabricação da cachaça artesanal de qualidade é um ritual de paciência e capricho. Um processo que faz brotar nos peque-nos alambiques aguardentes mais redondas, encorpadas, de forma lenta e meticulosa. O processo inicia com o corte da cana separando o broto; na moenda, movida pela roda d’água, eletricidade ou tração animal, extrai-se o caldo da cana; nos cochos de fermentação o caldo fica por até 36 horas e, naturalmente, se transforma em “vinho de cana”; o vinho de cana é colocado no alambique de cobre, aquecido por fogo brando; com a fervura o vapor sobe, é resfriado na serpentina e transforma-se em cachaça e finalmente, a cachaça vai para os barris de envelhecimento, onde o sabor é aprimorado.

CADEIA CARBÔNICA: é uma sequência de átomos de carbono ligados entre si por ligações covalentes; se as ligações forem todas simples a cadeia será classificada como saturada. Agora, se na cadeia tivermos uma única ligação covalente, dupla ou tripla, a cadeia será classificada como insaturada.

CADINHO: dispositivos de ferro, chumbo, platina ou porcelana usados em análises gravimétricas para fundir substâncias ou misturas por aquecimento a seco e muito intenso. Pode ser levado diretamente à chama do bico de Bunsen.

CÁDMIO (Cd): um metal azulado e macio pertencente ao grupo 12. O cádmio é usado em ligas com baixos pontos de fusão para fabricar soldas, em baterias Ni-Cd em ligas para mancais, e em eletrogalvanização. Os compostos de cádmio são usados como revestimentos fosforescentes nos tubos de televisão. O cádmio e os seus compostos são extremamente venenosos em baixas concentrações, por isso, é necessário tomar grandes precauções quando se usam soldas ou quando há liberação de gases.

CAFÉ: possui apenas 1 a 2,5% de cafeína e diversas outras substâncias em maior quantidade. E estas outras substâncias podem até ser mais importantes do que a cafeína para o organismo humano. O grão de café (café verde) possui além de uma grande variedade de minerais como potássio (K), magnésio (Mg), cálcio (Ca), sódio (Na), ferro (Fe), manganês (Mn), rubídio (Rb), zinco (Zn), cobre (Cu), estrôncio (Sr), cromo (Cr), vanádio (V), bário (Ba), níquel (Ni), cobalto (Co), chumbo (Pb), molibdênio (Mo), titânio (Ti) e cádmio (Cd); aminoácidos como alanina, arginina, asparagina, cisteína, ácido glutâmico, glicina, histidina, isoleucina, lisina,metionina, fenilalanina, prolina, serina, treonina, tirosina, valina; lipídeos como triglicerídeos e ácidos graxos livres , açúcares como sucrose, glicose, frutose, arabinose, galactose, maltose e polissacarídeos. Adicionalmente o café também possui uma vitamina do complexo B, a niacina (vitamina B3, PP ou “Pelagra Preventing” do inglês) e, em maior quantidade que todos os demais componentes, os ácidos clorogênicos, na proporção de 7 a 10%, isto é, 3 a 5 vezes mais que a cafeína.

CAFÉ DESCAFEINADO: neste café a cafeína pode ser retirada dos grãos verdes de café, antes de eles serem torrados. Primeiro, são passados no vapor, que traz a maior parte da cafeína para a superfície, e depois a cafeína é separada por dissolução fracionada, ou seja é dissolvida em um solvente específico que a separa dos outros componentes do café e após filtrada. Para ser chamado de descafeínado um café tem de ter mais de 97% de sua cafeína retirada.  

CAFÉ EXPRESSO: é moído mais fino que o de cafeteira que você poderá estar usando em casa. Mas, por outro lado, para aproximadamente a mesma quantidade de pó por xícara, só cerca de 60mL de água entram em contato com o pó, durante a elaboração do expresso, comparados aos cerca de 180mL de água por xícara comum. Além disso, a água fica em contato com o pó durante apenas trinta segundos no processo expresso, e não alguns minutos, como na maior parte dos demais processos. O resultado é que no estabelecimento local de café, você ira provavelmente ingerir menos cafeína na dose única de café expresso.

CAFÉ, HISTÓRIA: não há evidência real sobre a descoberta do café, mas há muitas lendas que relatam sua possível origem. Uma das mais aceitas e divulgadas é a do pastor Kaldi, que viveu na Absínia, hoje Etiópia, há cerca de mil anos. Ela conta que Kaldi, observando suas cabras, notou que elas ficavam alegres e saltitantes e que esta energia extra se evidenciava sempre que mastigavam os frutos de coloração amarelo-avermelhada dos arbustos existentes em alguns campos de pastoreio. O pastor notou que as frutas eram fonte de alegria e motivação, e somente com a ajuda delas o rebanho conseguia caminhar por vários quilômetros por subidas infindáveis. Kaldi comentou sobre o comportamento dos animais a um monge da região, que decidiu experimentar o poder dos frutos. O monge apanhou um pouco das frutas e levou consigo até o monastério. Ele começou a utilizar os frutos na forma de infusão, percebendo que a bebida o ajudava a resistir ao sono enquanto orava ou em suas longas horas de leitura do breviário. Esta descoberta se espalhou rapidamente entre os monastérios, criando uma demanda pela bebida. As evidências mostram que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yemen.

CAFÉ LIOFILIZADO: uma amostra de café fresco recém preparado se congela e se coloca em um recipiente no qual se elimina o ar com uma bomba de vácuo. O vácuo provoca a sublimação da água. Quando a maioria da água é retirada o café liofilizado esta pronto para empacotar. A liofilização tem vantagens importantes sobre os métodos de processamento do café instantâneo – as moléculas responsáveis pelo sabor não são destruídas, como quando o café é secado mediante aquecimento prolongado. O café liofilizado tem maior duração e pesa menos que outras formas de café.

CAFÉ SOLÚVEL: o pó de café é adicionado a água sob agitação iniciando uma dissolução fracionada, o que não é solúvel na água vai para o fundo ou precipita, ou decanta e após é submetido a uma filtração para eliminar a porção insolúvel do pó. A solução restante (água + porção solúvel do pó) é congelada e colocada numa câmara de vácuo. Os cristais de gelo formados sublimam com um leve aumento de temperatura, restando um produto isento de água e com suas propriedades inalteradas, o que não ocorreria caso a água fosse eliminada por fervura. O processo de fabricação do café solúvel têm a ver com o diagrama de fases da água.

CAFEÍNA: é uma molécula nitrogenada, um alcalóide, encontrada nos grãos de café e folhas de chá, é o estimulante do sistema nervoso central mais extensamente usado sem prescrição médica.

CAIAÇÃO: muito antiga é a caiação executada ao se aplicar uma suspensão de cal em água. A cal, óxido de cálcio (CaO), é chamada de cal viva ou virgem. Pela reação com água, se transforma em hidróxido de cálcio, a tinta resultante é uma suspensão aquosa, popularmente chamada de cal extinta ou cal hidratada.

CaO(s) + H2O(l)  => Ca(OH)2(aq)

Uma vez aplicada, a secagem envolve não só a evaporação da água, mas também a reação com gás carbônico do ar atmosférico, formando carbonato de cálcio (CaCO3) mais água. O carbonato de cálcio branco fica aderido à superfície pintada.

Ca(OH)2(aq) + CO2(g) => CaCO3(s) + H2O(l)

CAIAÇÃO E SEUS PROBLEMAS: a cal (óxido de cálcio, CaO), cuja suspensão em água é muito usada como uma tinta de baixo custo, dá uma tonalidade branca aos troncos de árvores. Essa é uma prática muito comum em praças públicas e locais privados, geralmente usada para combater a proliferação de parasitas. Essa aplicação, também chamada de caiação, gera um problema: elimina microrganismos benéficos para a árvore.
A destruição do microrganismo, no tronco de árvores pintadas com cal, é devida ao processo de OSMOSE, pois a cal retira água do microambiente, tornando-o inviável ao desenvolvimento de microrganismos.

CAIPIRINHA: um limão pequeno de casca fina (tai-ti ou galego são os melhores), duas colheres (chá) de açúcar e uma dose de cachaça. Retire as pontas e corte o limão em rodelas bem finas. Coloque o limão e o açúcar em um copo pequeno e, com um socador de madeira, pressione apenas o centro da fruta, sem forçar a casca. Isso, evita a liberação de muito ácido cítrico, contido no sumo da casca, que pode deixar o drinque amargo. Acrescente a cachaça, misture e complete com muito gelo.

CAIXA DE LEITE: é composta por quatro camadas de polietileno (tipo de plástico), uma de papelão e uma de alumínio

CAL APAGADA: ou extinta, é o hidróxido de cálcio – Ca(OH)2  – obtida pela reação de cal virgem com a água:

CaO + H2O => Ca(OH)2

É utilizada no preparo de argamassa para o assentamento de tijolos em construções. Obtém-se argamassa da mistura entre cal extinta, areia e água; em contato com o ar ocorre perda de água, e um endurecimento gradativo pela absorção de gás carbônico, resultando na formação de carbonato de cálcio.

CAL QUEIMADA: quando o calcário, composto basicamente de carbonato de cálcio, CaCO3, é aquecido a temperaturas acima de 800oC, ele se decompõe em dióxido de carbono, CO2 e óxido de cálcio, CaO, esta é conhecida também por cal queimada.

CAL SODADA: mistura de óxido de cálcio (CaO) e hidróxido de sódio (NaOH). Pode ser preparada juntando-se cal viva com uma solução de hidróxido de sódio e, em seguida, seca por aquecimento.

CAL VIRGEM (CaO): cal viva ou óxido de cálcio. Utilizada na preparação da cal apagada: Ca(OH)2 – no branqueamento de tecidos e na fabricação de vidros; empregada em laboratório para secagem de gases (em especial a amônia).

CALCÁRIO: é uma rocha sedimentar composta basicamente por carbonatos, especialmente carbonato de cálcio e magnésio.

CALCEDÔNIA: é um mineral da variedade criptocristalina de quartzo que ocorre com aspecto fibroso. Forma-se pela cristalização da sílica em baixas temperaturas a partir de um hidrogel, muitas vezes em cavidade com dimensões de milímetros a metros, oca ou parcialmente preenchida por minerais. Pode apresentar várias cores que dependem de elementos químicos juntamente floculados e/ou de finas partículas de minerais incluídos. É comum apresentar-se sem cor (cinza) e com brilho graxo.

CALCINAÇÃO: processo de aquecimento de corpos sólidos para provocar sua decomposição, mas sem oxidação pelo ar atmosférico. O calcário (carbonato de cálcio) ao ser calcinado transforma-se em cal viva ( óxido de cálcio) e gás carbônico (dióxido de carbono).

CÁLCIO (Ca): um elemento metálico cinzento e macio pertencente ao grupo 2.
É usado como um absorvedor de gás, em sistemas aspiradores e como desoxidante na produção de ligas não ferrosas. Pode ser ainda utilizado como agente redutor na extração de metais como o tório, zircônio e urânio. O cálcio é um elemento essencial para os organismos vivos, sendo necessário para o seu crescimento e desenvolvimento.

CALCOGÊNIOS: a palavra vem do grego cujo significado é formadores de cobre. Os minérios dos quais o cobre é extraído são compostos formados geralmente pelo cobre e oxigênio ou enxofre, selênio, telúrio, polônio, elementos pertencentes hoje ao grupo 16 da tabela periódica.

CALDA BORDALESA: também conhecida por “Verderame”, é um fungicida que surgiu no século passado, na região de Bourdeaux, na França, para o controle de míldio em videiras. A calda bordalesa resulta da mistura de sulfato de cobre(CuSO4) um sal ácido, com cal virgem(CaO), diluídos em água(H2O). O seu uso é permitido na Agricultura Orgânica por ser o sulfato de cobre um produto pouco tóxico, e, por melhorar o equilíbrio nutricional das plantas.
A preparação mais comum da calda borda-lesa se dá na proporção de 1 parte de cal virgem(CaO) e 1 parte de sulfato de cobre(CuSO4) para 100 partes de água(H2O). A quantidade de cada ingrediente vai depender do volume final de calda pretendido.

CALIFÓRNIO (Cf): um elemento transurânico metálico radiativo que pertence aos actínios. É útil em análises de ativações por nêutrons e potencial-mente útil como uma fonte de radiação em medicina.

CALOMELANO: é o nome comum para o cloreto de mercúrio 1+, Hg2Cl2.

CALOR: é a transferência de energia, geralmente térmica, entre corpos que estão em temperaturas diferentes.

CALOR DE COMBUSTÃO: a energia liberada quando um mol de uma dada substância é completamente oxidada. 

CALOR DE CRISTALIZAÇÃO: a energia liberada quando um mol de uma dada substância cristaliza a partir de uma solução saturada da mesma substância.

CALOR DE DISSOLUÇÃO: a energia liberada ou absorvida quando um mol de uma dada substância é completamente dissolvida num grande volume de solvente.

CALOR DE FORMAÇÃO: a energia liberada ou absorvida quando um mol de um composto se forma a partir dos seus componentes no estado mais estável.

CALOR DE FUSÃO: energia, em quilojoules, necessária para fundir um mol de um sólido.

CALOR DE HIDRATAÇÃO: ou energia de hidratação é a energia liberada, quando moléculas de água se separam uma das outras e são atraídas pelas partículas do soluto que estão solubilizando na água. Note-se que a energia de hidratação realmente compreende tanto a interação solvente-solvente (a energia necessária para afastar as moléculas de água) e a interação solvente-soluto.
Ambas aparecem juntas porque é muito difícil separá-las experimentalmente. Em outras palavras, não podemos hidratar uma partícula sem antes fazer um lugar para ela, do mesmo modo que não podemos afastar as moléculas de água para dar lugar a partícula, se não pusermos ela na água.
CALOR DE NEUTRALIZAÇÃO: é a quantidade de calor liberada na reação entre um mol de cátions hidrogênio (H1+) formados pela dissolução da substância ácida, com um mol de ânions hidróxido (OH1-) formados pela substância básica, ambas em diluição infinita e em determinadas condições de pressão e temperatura.
O calor de neutralização será aproximadamente constante desde que todas as substâncias estejam em situação de diluição infinita e que os ácidos e as bases envolvidas sejam fortes e o sal formado solúvel.

CALOR DE SUBLIMAÇÃO: energia, em quilojoules, necessária para sublimar um mol de um sólido.

CALOR DE VAPORIZAÇÃO: energia, em quilojoules, necessária para evaporar um mol de um líquido.

CALOR ESPECÍFICO: cada substância requer determinada quantidade de calor para que sua temperatura seja elevada de 1oC.  Essa quantidade é o seu calor específico.

CALOR LATENTE: esta propriedade está relacionada com a quantidade de calor necessária para modificar o estado físico de uma substância, alterando a organização entre suas moléculas, aumentando ou diminuindo a energia potencial entre elas. Quanto maior for a massa de uma substância, maior a quantidade de calor que devemos ceder para realizar a mudança de estado, pois também o número de moléculas que interagem é maior.

CALORIA: unidade de medida da energia contida nos alimentos.
1 Cal = 1000cal = 1Kcal = 4.187 joules.
Essas medidas também são fornecidas em quilojoules. Não confundir com a unidade “caloria”, muito usada em termodinâmica. Uma Caloria, com a letra “C” maiúscula, equivale a mil calorias (1 kcal).

CALORÍMETRIA: mede as quantidades de calor trocadas pelos sistemas.

CAMADA DE OZÔNIO: também chamada de ozonosfera, é uma camada da atmosfera terrestre na qual se concentra a maior parte do ozônio atmosférico. Nesta camada a maior parte da radiação ultravioleta solar é absorvida pelas moléculas de ozônio.

CAMADA DE VALÊNCIA: é a camada eletrônica mais externa de um átomo que contém os elétrons que participam geralmente nas ligações químicas.

CAMADA ELETRÔNICA: um conjunto de orbitais em um átomo, no qual se encontram os elétrons. A primeira camada, mais perto do núcleo, contém até dois elétrons em um orbital s. A segunda camada tem um orbital s e três orbitais p, contendo até oito elétrons, enquanto a terceira camada, que adicionalmente apresenta cinco orbitais d, pode conter até 18 elétrons.
Usualmente, as camadas são preenchidas progressivamente da primeira para a mais externa. Dentro de um período, do grupo 1 ao grupo 18, os orbitais vazios da mesma camada são preenchidos. Movendo-se de um elemento do grupo 18 para o elemento seguinte (grupo 1), uma nova camada começa.

CAMPARI: é um bitter alcoólico, feito com água destilada, açúcar e mais 50 ingredientes (folhas, caules, raízes, frutos e flores), numa receita guardada em segredo absoluto. Ainda jovem, Gaspare Campari viajou a Turim para aprender a preparar bebidas finas. Trabalhou como garçon e barman e aproveitava as horas livres para experimentar receitas. Em 1860, de volta a sua terra natal, inaugurou a Fábrica di Campari Gaspare Liquorista. Mas o Campari só apareceu quando Gaspare abriu o Caffè Campari, em 1867.
Seu primeiro nome era Bitter Olanda, porque as bebidas holandesas estavam na moda. Mas os clientes sempre pediam “o bitter do Campari”.

CAMPO MAGNÉTICO: campo de forças que existe ao redor de um corpo magnético ou de um condutor percorrido por corrente elétrica.

CANFORA(C10H16O): substância aromática, extraída da canforeira (Cinnamomum camphora) e que se obtém por oxidação do canfeno. Apresenta-se em massas brancas translúcidas de cheiro peculiar. Pouco solúvel na água, solúvel no álcool, éter e demais solventes orgânicos. Sublimável a 204oC. Primeiramente proveniente de Formosa, onde era extraída pelos nativos, cercada de rituais sagrados, hoje é obtida também sinteticamente. Encontrou grande aplicação na fabricação do celulóide, onde funciona com plastificante da nitrocelulose. Serve como afugentador de traças. Usada ainda, em Medicina como antiespasmódico, sedativo, estimulante, carminativo e antisséptico.

CANINHA INDUSTRIAL: é a bebida com graduação de 38% a 54% (v/v), à temperatura de 20ºC obtida do destilado alcoólico simples de cana-de-açúcar, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro e adicionada de caramelo para correção de cor.
Obs: 54% (v/v) pode significar 540 mililitros de álcool em 1.000 mililitros de bebida.

CAPACIDADE CALORÍFICA: é a quantidade de calor requerida para aumentar a temperatura de uma quantidade dada de substância em um grau Celsius.

CAPELA DE LABORATÓRIO: um equipamento construído e usado para retirar ar do laboratório e para evitar ou minimizar a fuga de contaminantes pelo ar para dentro do laboratório. O sistema consiste de capela, dutos de ar, um exaustor e idealmente um sistema de filtros.

O fluxo de ar recomendado é de 0,5 a 1 metros por segundo, o qual deve ser medido com anemômetro com a capela totalmente aberta, a uns 30 cm da borda, sobre a área de trabalho. Não deve conter tomadas elétricas nem interruptores dentro.

CAPILARIDADE: subida ou queda de um líquido em um tubo fino, de extremidade aberta. Quando um tubo capilar fino, de extremidade aberta, é introduzido em água, ela sobe por ele. Sua superfície forma uma curva côncava chamada menisco. A capilaridade, ou ação capilar, é o resultado da adesão entre a água e vidro, combinada com a tensão superficial no topo da coluna de água. Se o mesmo tubo for imerso em mercúrio, o mercúrio no tubo desce ao invés de subir, formando um menisco convexo. A coesão no mercúrio é mais forte do que sua adesão com o vidro.

CAPROLACTAMA (C6H11NO): uma substância cristalina, branca. É usada quase que exclusivamente para polimerização de nylon-6, e o polímero de nylon-6 é obtido através da polimerização total na presença de água e aditivos estabilizadores. Estes são normalmente utilizados em equipamentos para operações em batelada ou contínua. O processo de operação contínua é mais largamente aplicado por motivos de economia e qualidade do produto. O fio têxtil de nylon-6 é utilizado em vestuários, tanto na forma de fio plano como na forma de fio texturizado. A alta tenacidade, boa resistência à abrasão, boa flexibilidade e elasticidade da fibra, em combinação com excelente estabilidade química e biológica, são fatores que, juntamente com a excepcional  capacidade de pigmentação, são responsáveis pela popularidade do nylon-6 no campo do vestuário, especialmente em roupas íntimas, roupas de dormir, meias masculinas e femininas, camisas, blusas e vestidos.

CÁPSULA DE PORCELANA: recipiente usado na evaporação de líquidos em soluções.

CARAMELO OU AÇÚCAR QUEIMADO: o açúcar de mesa é composto de uma molécula chamada sacarose, com um ciclo glicose, de seis átomos de carbono, ligado por um átomo de oxigênio a um ciclo frutose. Quando se esquenta, esta molécula sofre uma série complexa de decomposições e, como cada molécula possui numerosos átomos de oxigênio, são possíveis rearranjos. As moléculas se quebram, e pequenos fragmentos voláteis, como a acroleína, ou evaporam ou então se dissolvem na massa e lhe dão seu gosto.  

CARATER METÁLICO: quanto maior a eletropositividade maior o caráter metálico. Quanto maior o raio do átomo, menor será a atração do núcleo sobre a última camada e maior será a facilidade desse átomo em doar elétrons.


CARBETOS: ou carbonetos, sais binários de características inorgânicas, contendo carbono, derivado da substituição dos hidrogênios do etino. O mais importante é o carbeto de cálcio, ou carbureto do comércio, CaC2. Outro muito importante é o carbeto de sílicio ou carborundum.

CARBOIDRATOS: é uma classe de moléculas orgânicas que contém carbono, hidrogênio e oxigênio.
Os carboidratos são relacionados com os aldeídos ou com as cetonas e contêm ainda grupos hidroxilas.
Ex: glicose, sacarose, amido.

CARBOMÊROS: também chamado de carboxipolimetileno, são polímeros modificadores reológicos, agente de suspensão e estabilizador de viscosidade nas formulações de géis, cremes, álcool gel e outras suspensões de uso industrial.

CARBONATO DE CÁLCIO (CaCO3): um sólido branco, que é pouco solúvel na água. O carbonato de cálcio decompõe-se por aquecimento, formando-se óxido de cálcio (cal viva) e dióxido de carbono. Ocorre na natureza como os minerais calcita e aragonita. As rochas contendo carbonato de cálcio dissolvem-se lentamente sob a ação de chuvas ácidas (contendo CO2 dissolvido), provocando dureza temporária. No laboratório, o carbonato de cálcio é precipitado, borbulhando dióxido de carbono na solução aquosa de cal viva. O carbonato de cálcio é usado na produção de cal (óxido de cálcio) por aquecimento (decomposição térmica), segundo a reação:

CaCO3 => CaO + CO2

CARBONATO DE SÓDIO (Na2CO3):  é um pó branco, que endurece e se agrega, quando exposto ao ar devido à formação de hidratos. O carbonato de sódio pode ser produzido por cristalização adequada de seus depósitos naturais (trona; natro; ranksita; pirsonita e gailussita). O carbonato de sódio é usado em fotografia, em limpezas, no controle do pH da água, no tratamento têxtil, vidros e como aditivo alimentar.

CARBONETO DE TUGNSTÊNIO (WC): um pó preto, obtido por aquecimento de tungstênio(W) em pó com negro de fumo(C) a 1600oC. É extremamente duro (9,5 na escala de Mohs) e é usado em tintas, em ferramentas de corte e como abrasivo.
Também existe um bicarboneto de tungstênio, W2C.

CARBONILA (C=O): é um grupo funcional formado por um carbono ligado por uma dupla a um oxigênio e dependendo dos outros ligantes ao carbono poderemos ter um aldeído, uma cetona, um ácido carboxílico, um éster ou uma amida.

CARBONIZAÇÃO: transformar um composto orgânico em carbono por aquecimento ou revestir qualquer coisa de carbono.

CARBONO (C): um elemento não metálico do grupo 14 da tabela periódica. O carbono puro apresenta-se na formas principais: diamante e grafite, sendo o diamante muito duro e o grafite um bom condutor de eletricidade e calor. Usado também como lubrificante. Sua maior importância é formar os compostos orgânicos.

CARBONO 14: uma variedade isotópica do carbono.
É produzido na atmosfera pelo bombardeio de raios cósmicos no gás nitrogênio. O carbono 14 é usado em datação por carbono.

CARBONO; ISÓTOPOS: o carbono é encontrado em três formas isotópicas 6C12, 6C13 e 6C14, com diferentes percentuais de abundância na natureza. O isótopo C-14 forma-se na alta atmosfera através da transmutação nuclear causada pela colisão de nêutrons cósmicos com átomos de nitrogênio presentes no ar.

7N14 + 0n1 → 6C14 + 1H1

A incorporação do carbono-14 à atmosfera se dá na forma de CO2(g). Através do processo de fotossíntese, os átomos de C-14 passam a fazer parte dos seres vivos. Descobriu-se que, com a mesma velocidade com que o C-14 se forma na alta atmosfera, desintegra-se por meio de decaimento radioativo liberando radiação beta:

6C14  7N14 + -1β0

t½ = 5.730 anos, tempo de meia vida, ou seja metade da massa se desintegra após 5730 anos.

CARBONO ASSIMÉTRICO: átomo de carbono que possui quatro ligantes diferentes.

CARBONO, ENCADEAMENTO DO: os átomos de carbono têm a propriedade de se ligar entre si formando cadeias pequenas ou grandes com milhares de átomos combinados. Outros elementos também formam cadeias, mas não tão longas e tão variadas com as do elemento carbono.

CARBORUNDO(CSi): é o nome comercial do carboneto de silício, importante abrasivo. Sua dureza está entre 9 e 10 na escala de Mohs.

CARBOXI-HEMOGLOBINA: as pessoas podem morrer envenenadas se no ar inspirado existir monóxido de carbono (CO) em elevada concentração (700 a 800 ppm). Esta substância forma com a hemoglobina a  carboxihemoglobina, transformação que tem maior tendência a ocorrer que a do oxigênio com a hemoglobina. As células podem morrer pela falta do oxigênio.

CARBURANTE: é todo produto químico cuja combustão permite obter energia mecânica em motores térmicos. Etanol anidro, etanol hidratado, gasolina, óleo diesel são alguns exemplos de produtos carburantes.

CARBURETO: ou pedra de carbureto, é um sólido iônico branco acizentado que, em contato com a água, reage imediatamente produzindo gás acetileno (nome usual para o etino) e hidróxido de cálcio. Seu nome oficial é carbeto de cálcio (CaC2), mais conhecido por carbureto de cálcio.

CARCINOGÊNIO: uma substância que pode causar câncer em animais ou humanos.

CAREPA: película de óxido de ferro que se forma na superfície do aço laminado a quente; é removida com sprays de água em alta pressão.

CARGA: produto mineral ou orgânico, geralmente inerte, empregado para assegurar o tipo desejado de apresentação e/ou consistência.

CARGA ELÉTRICA: propriedade de certas partículas ou substâncias que geram forças eletrostáticas. Há dois tipos de carga positiva e negativa. O número de cargas positivas e negativas na matéria é normalmente equilibrado, o que a torna eletricamente nula.

CARGA FORMAL: da uma indicação da extensão da perda ou ganho de elétrons por um átomo no processo da formação da ligação covalente; estruturas com as menores cargas formais são as mais prováveis de terem as menores energias e mais estáveis.

CARGA ORGÂNICA: quantidade de oxigênio necessária à oxidação bioquímica da massa de matéria orgânica que é lançada ao corpo receptor, na unidade de tempo. Geralmente, é expressa em toneladas de DBO (demanda bioquímica de oxigênio) por dia.

CÁRIE DENTÁRIA: ou desmineralização dentária, é o processo que ocorre porque bactérias bucais e monossacarídeos ou dissacarídeos (açúcares) são decompostos por enzimas bacterianas. Estas enzimas produzem ácidos orgânicos, principalmente ácido láctico, que desmineraliza a superfície exposta do esmalte do dente, que é formada principalmente por hidroxiapatia [Ca5(PO4)3OH]. Quando o processo atinge a dentina, a cárie se espalha rapidamente porque a dentina e o cemento têm menor conteúdo mineral.  

CARNE: massa muscular, composta de células alongadas, as fibras musculares, que atingem às vezes 20 centímetros de comprimento. Cada fibra é envolvida por um invólucro de colágeno, e as fibras são reunidas em feixes por outros invólucros de colágeno.

CARNE MATURADA: a carne pode ser amaciada de diversas maneiras. Um pedaço de carne fresca fica mais macio nas semanas que se seguem ao momento em que ela é transformada em carne fresca – para dizer da maneira mais delicada possível. 
Por isso é que a carne é maturada – pendurada em umidade controlada por duas a quatro semanas, a temperatura de cerca de 2oC. Algumas carnes são maturadas rapidamente a 20oC por apenas 48 horas. Mas é claro que toda maturação requer tempo, e tempo é dinheiro, de modo que nem todas as carnes são sequer maturadas rapidamente antes de saírem do frigorífico. A maturação amacia a carne e melhora seu sabor.

CAROTENO (C40H56): é um hidrocarboneto com oito unidades isoprênicas. A característica notável da molécula de caroteno é a sua cadeia de ligações carbono-carbono, simples e duplas. Esse arranjo tem duas conseqüências : a molécula é dura e inflexível, e os elétrons da cadeia estendida estão bastante soltos, podendo ser facilmente excitados por luz de baixa energia. O próprio caroteno absorve luz azul-índigo parecendo, portanto, laranja. Uma outra característica da molécula relevante é que, sendo um hidrocarboneto, é solúvel em gorduras, que lhe fornecem um ambiente também oleoso, mas não em água. O caroteno ocorre nas cenouras, mangas, caqui, creme de leite, manteiga, margarina, gordura das carnes, folhas no outono, grama , tomates, abricós.

CARVÃO: um depósito carbonado castanho ou preto derivado da acumulação e alteração de vegetação antiga, que tem origem principalmente em pântanos e outros ambientes úmidos.

CARVÃO ATIVADO: o carvão vegetal ativado, cujo nome botânico é Carbo activatus, é preparado a partir da queima controlada, com baixo teor de oxigênio, das partes lenhosas de angiospermas, que são árvores não resinosas.
Tal substância é bastante porosa, e possui grande capacidade de captar e reter, em seu interior, substâncias tóxicas, impurezas, micro-organismos e gases oriundos da decomposição alimentar intestinal; de forma rápida. Assim, dentre suas diversas aplicações, o carvão vegetal ativado é bastante utilizado na medicina natural, com o intuito de prevenir ou tratar diversos males, como envenenamento, intoxicações por medicamentos ou alimentos, problemas relacionados ao sistema gastrointestinal (tais como diarreia, desconfortos abdominais, gases, mau hálito, aftas e dores de estômago) e icterícia (por adsorver a bilirrubina).
Algumas fontes indicam, ainda, que o carvão mineral ativado pode auxiliar na restauração óssea em casos de fraturas e osteoporose, na redução da estafa e estresse, e tratamento de tumores e úlceras.
Seu uso é feito, geralmente, a partir da ingestão de cápsulas, ou de seu conteúdo granulado juntamente com água ou outros líquidos. Nesses casos, as substâncias tóxicas, assim como o carvão, são expulsas do organismo juntamente com as fezes. Em outras situações, ele é utilizado externamente, por exemplo, no tratamento de feridas; infecções superficiais, como furúnculos, hordéolos e úlceras provocadas pela varíola; e para adsorver veneno ou outras substâncias tóxicas oriundas de animais como serpentes, escorpiões, aranhas, vespas, abelhas e águas-vivas.

CARVÃO VEGETAL: forma de carbono. O aquecimento da madeira na ausência de ar fornece carvão vegetal, que é praticamente só carbono. É um bom combustível para churrascos.

CARVÃO MINERAL: é uma substância sólida, de origem orgânica resultante da transformação dos restos vegetais soterrados há milhões de anos. Inclui a turfa, a lenhite a hulha e a antracite.

CASCALHO: depósito natural de fragmentos de rochas, arredondados e inconsolidados, consistindo predominantemente de partículas maiores que areia.

CASEÍNA: proteína fosforada e sulfurada, presente no leite e numerosas sementes, com peso molecular de aproximadamente 375.000. Pó granuloso, branco ou amarelo-claro, inodoro e insípido. Insolúvel na água e em outros solventes neutros; facilmente solúvel na amônia e nas soluções de hidróxidos alcalinos, dando soluções opalescentes.

CASSITERITA (SnO2): importante minério de estanho. Dureza entre 6 e 7. Tem brilho metálico e cor cinzenta. É infusível e inatacável pelos ácidos. O minério é reduzido pelo carvão em fornos elétricos para produzir estanho.

CATAÇÃO: processo de separação dos componentes de um sistema sólido-sólido empregado quando as partículas desses componentes são bem distintas e que, deste modo, podem ser separadas com as mãos. Muito usado na separação do lixo urbano.

CATAFORESE: ou eletroforese, é uma técnica para análise e separação de colóides, baseada no movimento  de  partículas coloidais carregadas  negativamente  num  campo  elétrico. É muito usada no estudo de misturas de proteínas, ácidos nucléicos, carbohidratos, enzimas.

CATÁLASE: enzima encontrada nos peroxissomos, presentes no sangue, é responsável pela decomposição dos peróxidos (Ex: H2O2) formados intracelularmente. Como é uma enzima atua como catalisador biológicos, logo aceleram a velocidade das reações.

CATALISADOR: substância que aumenta a velo-cidade de uma reação química sem ser consumido.

CATALISADOR DE CARRO: o catalisador é o nome popular do conversor catalítico, equipamento  instalado no tubo de escape dos veículos a partir  de 1992, com a  finalidade de reduzir os gases tóxicos provenientes da queima dos combustíveis pelos motores. O catalisador consiste de uma colméia cerâmica ou metálica, impregnada de metais preciosos ( paládio, platina e ródio), envolvida em uma manta amortecedora, para proteção contra vibrações e choques, e encapsulada em uma carcaça de aço inoxidável.

CATÁLISE HETEROGÊNEA: ocorre quando o catalisador e reagentes constituem duas ou mais fases (sistema polifásico ou mistura heterogênea).

CATÁLISE HOMOGÊNEA: ocorre quando o catalisador e reagentes constituem uma só fase.

CATECOL (C6H4(OH)2): 1,2- dihidroxibenzeno, um fenol cristalino incolor. Usado como revelador foto-gráfico.

CÁTION: um íon de carga positiva, formado por um átomo neutro ou um ânion que perderam elétrons suficientes para que sobrem prótons na sua estrutura.

CÁTODO: pólo positivo em uma pilha.

CAULIM: também chamado argila, argila branca, bolo branco é o silicato de alumínio hidratado, natural, convenientemente purificado, sem partículas arenosas. È pó branco muito fino, inodoro, de sabor adstringente, insolúvel em água e álcool e quimicamente inerte. Forma uma capa protetora sobre a mucosa intestinal irritada podendo deter a diarréia.

CAVIAR: é produzido principalmente a partir de ovos do peixe esturjão, mas encontra-se, cada vez mais, caviar feito de ovos de salmão e peixe branco.
O maior esturjão, o beluga (não confundir com a baleia beluga), mede quase 5 metros de comprimento e pode pesar até 1000 kg. Isto significa uma enorme quantidade de caviar, já que os ovos representam 15 a 18% do peso deste peixe. Esturjões podem viver até 100 anos. A maior concentração deste peixe fica no Mar Cáspio e no Mar Negro, na Rússia. Os três tipos de caviar de esturjão são: BELUGA: tem os maiores ovos, extraídos do maior esturjão. É preto ou cinza escuro e, apesar do sabor não depender da cor, quanto mais claro, mais caro.
OSETRA: granulação firme, marrom ou leve-mente dourado. Tem sabor mais forte e custa menos do que o beluga.
SEVRUGA: a menor granulação, de todos os caviares, produzido pelo menor esturjão. É o mais macio e alguns especialistas consideram-no o mais saboroso. Custa metade do preço do beluga.

CAVIAR PRENSADO: produzido a partir de ovos de esturjão muito maduros, que tendem a quebrar. O sabor é concentrado.

CAVITAÇÃO: o fenômeno cavitação ocorre em áreas com altas velocidades de fluxos e rápidas mudanças de pressões em tubulação de vapor. Isto causa colapso de bolhas de gás ou vapor projetando forças poderosas na superfície metálica removendo a camada de proteção e desta forma acelerando a corrosão.

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