quarta-feira, 7 de maio de 2014

TERMOS - LETRAS Bi => Bl

BICARBONATOS: nomenclatura oficial hidrogeno carbonato, é um sal de ácido carbônico no qual um átomo de hidrogênio foi substituído; por isso contém o íon hidrogeno carbonato( HCO3 )1-.

BICARBONATO DE AMÔNIO (NH4HCO3): é um sal derivado do ácido carbônico. Muito usado como intermediário na fabricação do carbonato de sódio É obtido saturando-se uma salmoura com amoníaco e a seguir passando CO2 através da mesma. Pode ser usado como fermento químico para fazer bolos e bolachas.

BICARBONATO DE MAGNÉSIO [Mg(HCO3)2]: ou hidrogeno carbonato de magnésio, é um composto estável apenas em solução. Forma-se pela ação do dióxido de carbono numa suspensão de carbonato de magnésio e água:

MgCO3(s)  + CO2(g)  + H2O(l)  =>  Mg(HCO3)2(aq)

O processo é revertido por aquecimento.
O hidrogeno carbonato de magnésio é um dos compostos responsáveis pela dureza temporária da água.

BICARBONATO DE SÓDIO (NaHCO3): ou hidrogeno carbonato de sódio, é um pó branco que por aquecimento perde gás carbônico. Muito usado em bebidas e sais efervescentes, como fermento químico, como reagente de laboratório, na eletrodeposição de ouro e platina, em curtumes; no tratamento de lã e da seda; em extintores de incêndio; como antiácido em Medicina (por ingestão); na cerâmica; para preservação da manteiga e de madeiras.
Uma reação de obtenção é:

NaOH(l) + CO2(g)  => NaHCO3(s)

BICO DE BUNSEN: é um bico de gás de laboratório com um tubo de metal vertical para o qual o gás é conduzido, com um buraco do lado da base do tubo para entrar ar. A quantidade de ar pode ser regulada por uma torneira no tubo. Quando não se deixa entrar ar a chama é luminosa e libera fuligem.
Com o ar, a chama tem uma parte exterior visível ligeiramente mais quente(a parte oxidante) e também um cone azul interior onde a combustão é incompleta (a parte redutora mais fria da chama). Ao aparelho foi dado o nome do químico alemão Robert Bunsen(1811-99), que usou um aparelho similar (sem uma torneira reguladora) em 1855.

BICO DE GÁS OXIACETILENO: é um maçarico para corte ou solda no qual arde uma mistura de oxigênio e de acetileno (etino) com um tubo de saída com um modelo especial. A temperatura da chama de cerca de 3300oC permite a soldagem de todos os metais ferrosos. Para o corte, o ponto no qual o aço vai ser cortado é pré-aquecido com a chama oxiacetileno dirigindo-se depois um jato forte de oxigênio para o aço. O oxigênio reage com o aço quente formando-se óxido de ferro e o calor desta reação funde mais ferro, que é varrido pela força do jato.

BICOMBUSTÍVEL, MOTOR FLEX: diferentemente do gás natural veicular, que exige modificações significativas no carro, a adaptação para o álcool pode ser bem mais simples do que se pode imaginar. Tamanha simplicidade, inclusive, já permitiu o surgimento de equipamentos que permitem transformar um veículo

BINÁRIO: composto ou liga formada por apenas dois elementos.

BIOCERÂMICA: é um material cerâmico com aplicações biológicas. Exemplos: alumina densa (Al2O3)6, além da alumina densa, outras cerâmicas como a zircônia (ZrO2), o dióxido de titânio (TiO2), os fosfatos de cálcio e as vitrocerâmicas de sílica/fosfato de cálcio, apresentam uso muito difundido atualmente. O uso das biocerâmicas tem se estendido desde o emprego isolado do material até outras formas de utilização, como por exemplo, no revestimento de próteses metálicas ou na associação com materiais poliméricos, tais como o colágeno. Uma das desvantagens apresentadas pelas biocerâmicas é a reduzida resistência mecânica, que restringe seu uso à regiões que não requeiram sustentação. Uma forma de contornar tal restrição é a utilização de metais revestidos com cerâmicas, que permitem aliar as vantagens intrínsecas das biocerâmicas com a resistência do metal.

BIOCIDA: substâncias químicas, de origem natural ou sintética, utilizadas para controlar ou eliminar plantas ou organismos vivos considerados nocivos à atividade humana ou à saúde.

BIODEGRADAÇÃO: decomposição parcial ou completa de um composto orgânico, por microorganismo. O grau de biodegradabilidade é a percentagem de substância ativa, biodegradada num período de tempo definido, avaliada segundo a técnica oficialmente adotada.

BIODEGRADÁVEL: material capaz de degradar-se após o uso. Plásticos biodegradáveis degeneram-se após alguns meses ou anos. Bactérias podem atacar o plástico, que apodrece. Sacos e recipientes são em geral feitos de plásticos biodegradáveis, para que não permaneçam no meio ambiente muito tempo depois de descartados.

BIODIESEL: é um combustível obtido a partir de óleos vegetais principalmente de girassol e de colza.

BIODIVERSIDADE: (a)soma da heterogeneidade de todas as plantas, animais, fungos e microrganismos de uma área particular, incluindo as suas variações individuais e as interações entre elas. (b)variedade de indivíduos, comunidades, populações, espécies e ecossistemas existentes em uma determinada região.
BIOELEMENTOS: a maioria dos elementos que compõem os seres vivos são denominados elementos organógenos ou bioelementos. Geralmente são classificados segundo a sua abundância em majoritários, traços e microtraços. Os elementos em quantidades muito pequenas, traços e microtraços, são denominados oligoelementos. A lista seguinte mostra os bioelementos presentes no ser humano, ordenados por ordem de abundância: majoritarios: oxigênio(O), carbono(C), hidrogênio(H), nitrogênio(N), cálcio(Ca), fósforo(P), enxofre(S), potássio(K), sódio(Na), cloro(Cl) e magnésio(Mg).
Traços: ferro(Fe), zinco(Zn), cobre(Cu), flúor(F), bromo(Br) e selênio(Se).
Microtraços: iodo(I), manganês(Mn), vanádio(V), silício(Si), arsênio(As), boro(B), níquel(Ni), cromo(Cr), molibdênio(Mo) e cobalto(Co).
Geralmente estes elementos estão na forma combinada e não como átomos neutros.

BIOFERTILIZANTE: fertilizante orgânico repleto de microorganismos (por isso é considerado um fertilizante “vivo”) usado no solo ou diretamente sobre a planta. Feito a partir de matéria orgânica fermentada (estercos, ou partes de plantas), que pode ou não ser enriquecido com alguns minerais como calcário e cinzas.

BIOFÍSICA: os biofísicos pesquisam as mudanças físicas que ocorrem nas pessoas e em outros seres vivos. Descobrem como as partes do corpo funcionam, e de que forma a energia, como calor e luz, afeta os seres vivos. Os biofísicos também ajudam a pesquisar as causas de doenças. A física médica estuda os efeitos da radiação nuclear, especialmente em usinas.

BIOGÁS: atribui-se o nome de Biogás à mistura gasosa combustível, resultante da fermentação anaeróbica da matéria orgânica. A proporção de cada gás na mistura depende de vários parâmetros, como o tipo de digestor e o substrato a digerir. De qualquer forma, esta mistura é essencialmente constituída por metano (CH4) e por dióxido de carbono (CO2), estando o seu poder calorífico diretamente relacionado com a quantidade de metano existente na mistura gasosa.

BIOLUMINESCÊNCIA: é a emissão de luz (luminescência) produzida por um ser vivo (vagalume).

BIOMASSA: a energia química produzida pelas plantas na forma de hidratos de carbono através da fotossíntese - processo que utiliza a radiação solar como fonte energética - é distribuída e armazenada nos corpos dos seres vivos graças a grande cadeia alimentar, onde a base primária são os vegetais. Plantas, animais e seus derivados são biomassa. Sua utilização como combustível pode ser feita das suas formas primárias ou derivadas: madeira bruta, resíduos florestais, excrementos animais, carvão vegetal, álcool, óleos animal ou vegetal, gaseificação de madeira, biogás, entre outros.

BIOMATERIAIS: são materiais empregados em componentes destinados ao implante no corpo humano, substituindo partes doentes ou danificadas. Esses materiais não devem produzir substâncias tóxicas e ser compatível com os tecidos do corpo (sem produzir reações biológicas adversas).
Todas as classes de materiais podem ser utilizados como biomateriais, tais como metais, cerâmicas, polímeros, semicondutores, compósitos, desde que sejam cuidadosamente selecionados.

BIOMOLÉCULAS: são moléculas provenientes de organismos vivos: carboidratos, lipídios, aminoácidos, proteínas, ácidos nucléicos, etc... 

BIOPLÁSTICO: ou biopolímero são produzidos por algumas bactérias que possuem a característica de produzirem resinas, acumulando-as como reserva energética quando alimentadas com açúcar, arroz, ou qualquer resíduo agrícola.
Essas resinas podem substituir os polímeros petroquímicos para a produção de plásticos. O plástico obtido a partir das resinas bacterianas é denominado “bioplástico”, e apresenta a vantagem de ser facilmente degradável. O bioplástico, em contato com o solo, se biodegrada em cerca de 3 meses.

BIOPOLÍMEROS: são polímeros naturais, presentes em células ou paredes celulares. Nos principais produtos que contém carboidratos podemos encontrar partículas de amido constituídas por amilose e amilopectina na proporção aproximada de 1:4. Os produtos protéicos podem ser de origem animal ou vegetal. O peso destas proteínas varia entre 30.000 e 40.000 Daltons, e pertencem tanto ao grupo das proteínas globulares quanto das fibrilares.

BIOQUÍMICA: os seres vivos são constituídos de moléculas desprovidas de vida. Essas moléculas, quando isoladas e examinadas individualmente, comportam-se de acordo com as leis físicas e químicas que descrevem o comportamento da matéria inanimada. Apesar disso, os organismos vivos apresentam atributos peculiares, que não são encontrados nos aglomerados de matéria inanimada.
O exame de alguns desses atributos especiais caracteriza o enfoque de questões fundamentais que são objeto de estudo da Bioquímica. Há duas linhas paralelas na genealogia da Bioquímica de nossos dias. Uma delas provém da Medicina e da Fisiologia, como um produto secundário das pesquisas iniciais da composição química do sangue, da urina e dos tecidos, e de suas variações normais e patológicas. A outra linha provém da Química Orgânica, a partir dos estudos iniciais da estrutura dos compostos orgânicos de ocorrência natural. Surge a seguinte questão: se os organismos vivos são constituídos de moléculas intrinsicamente inanimadas, por que a matéria viva difere tão radicalmente da matéria não viva, que também conciste intrinsicamente de moléculas inanimadas?

Atualmente, a Bioquímica pretende esclarecer como os agregados de moléculas inanimadas que constituem os seres vivos interagem entre si para manter e perpetuar a condição vital.

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